A greve dos trabalhadores da CP - Comboios de Portugal levou hoje à supressão de 1003 comboios dos 1.243 programados (80,7%) entre as 00:00 e as 22h00, segundo dados enviados à Lusa pela empresa.
Os serviços mínimos foram cumpridos,com a realização dos 240 comboios previstos.
No que diz respeito aos comboios de longo curso,foram suprimidos os 75 programados,enquanto nos regionais,foram suprimidos 249 dos 311 programados (80,1%).
Estava prevista a circulação de 572 comboios urbanos de Lisboa,mas só foram efetuados 119.
Já no Porto realizaram-se 54 dos 253 programados.
No caso dos urbanos de Coimbra,circularam cinco dos 32 programados.
Os trabalhadores da CP cumprem hoje um dia de greve,que se repete na quarta-feira,convocada por diversos sindicatos.
O Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos de 20% para os comboios urbanos e regionais.
A decisão do Tribunal Arbitral abrange,na percentagem referida,o serviço Regional e Interregional (linhas do Minho,Douro,Leste,Oeste,Beira Baixa e linha do Norte - neste último caso de e para Coimbra/Entroncamento) e o Urbano (linhas da Azambuja,Coimbra e Guimarães).
"Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular,Intercidades,Internacional,Interregional e Regional,a CP permitirá o reembolso,no valor total do bilhete adquirido,ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe",adiantou a CP em comunicado.
Estes trabalhadores já estiveram em greve no dia 28 de junho.
Para os sindicatos,"é inaceitável" que a administração da CP,depois de ter garantido que iria estender a todos os trabalhadores um acordo que foi celebrado com uma organização sindical,queira condicionar isso à aceitação da proposta de regulamento de carreiras.
O Governo,a CP e o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ),que tinha convocado uma greve entre 27 de junho e 14 de julho,que foi suspensa,chegaram,recentemente,a acordo.
A operadora chegou também a acordo com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) quanto à revisão das carreiras,incluindo um aumento salarial de 1,5% e a subida do subsídio de refeição para 9,20 euros.
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