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Expansão da guerra pelo Oriente Médio foi planejada por Khamenei para responder a ataque de EUA e Israel, diz jornal

Míssil iraniano cai em Dubai — Foto: AFP RESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/03/2026 - 17:36

Míssil iraniano cai em Dubai — Foto: AFP

RESUMO

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GERADO EM: 04/03/2026 - 17:36

Khamenei planeja expandir conflito no Oriente Médio após ataques

O líder supremo do Irã,Ali Khamenei,planejou a expansão da guerra no Oriente Médio como resposta aos ataques dos EUA e Israel,segundo o Financial Times. A estratégia,formulada após a ofensiva de junho de 2025,visava descentralizar o comando militar e compartilhar os custos da guerra na região. O Irã retaliou com mísseis e drones,atingindo alvos em Israel,bases americanas e países do Golfo,aumentando as tensões internacionais.

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Horas depois dos primeiros bombardeios de EUA e Israel serem lançados sobre o Irã,marcando o início da “Operação Fúria Épica”,mísseis,drones e foguetes iranianos cruzaram os céus do Golfo Pérsico rumo ao território israelense,bases americanas e a países como Emirados Árabes Unidos,Catar e Omã. Uma retaliação desenhada pelo líder supremo,meses antes de morrer em um bombardeio em Teerã,para compartilhar os custos da guerra,forçar um cessar-fogo e preservar o regime. Uma aposta de alto risco,encarada como o último recurso dos aiatolás.

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Segundo o jornal britânico Financial Times (FT),que revelou a existência do plano,a estratégia começou a ser montada por Khamenei e seus principais comandantes e aliados após a guerra de 12 dias com Israel,em junho de 2025,que culminou com um bombardeio dos EUA a centrais nucleares.

Para a cúpula do regime,um novo ataque era questão de tempo — segundo o jornal New York Times,Israel planejava bombardear o Irã no segundo semestre —,e a visão predominante era pela coletivização dos custos da guerra,não apenas entre os envolvidos,mas também para toda a região. O caos,afirma o FT,seria a principal arma.

— Não tivemos escolha a não ser intensificar e iniciar um grande incêndio para que todos vissem — disse um representante do regime ao jornal britânico. — Quando nossas linhas vermelhas foram cruzadas em violação de todas as leis internacionais,não pudemos mais aderir às regras do jogo.

Depósito de petróleo de Fujairah,nos Emirados Árabes,é atingido por destroços de drone

Os ataques atingiram cidades israelenses,bases e instalações americanas — seis militares morreram no Kuwait — e cidades como Riad,Abu Dhabi,Doha e Manama,outrora consideradas ilhas de estabilidade em uma região repleta de crises. Hoteis de luxo,como os de Palm Jumeirah,em Dubai,sofreram impactos de mísseis,e os aeroportos da região,e um dos espaços aéreos mais movimentados do planeta está praticamente vazio,no maior impacto à aviação desde a pandemia da Covid-19. Uma base usada pelos britânicos no Chipre,um país da União Europeia,teria sido atingida por um foguete lançado pelo Hezbollah,milícia aliada do Irã no Líbano,e um míssil balístico foi abatido pela Turquia,que integra a Otan,nesta terça-feira,acendendo alertas na aliança militar.

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Outro alvo preferencial era o Golfo Pérsico,um dos principais centros globais de produção e exportação de petróleo e gás. Refinarias e unidades de extração foram atingidas por drones,suspendendo operações — como em Ras Tanura,operada pela gigante petrolífera Aramco — e causando incertezas nos mercados internacionais.

A ordem da Guarda Revolucionária para fechar o Estreito de Ormuz,por onde passam 20% da produção mundial de petróleo,repetiu uma estratégia usada durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988),e provocou uma queda de 90% no tráfego de petroleiros. O presidente dos EUA,Donald Trump,disse que navios da Marinha poderiam proteger os navios,mas poucos parecem dispostos a correr esse risco. Operadores suspenderam viagens,e seguradoras cancelaram coberturas envolvendo riscos de guerra.

— Isso vai continuar e haverá uma escalada ainda maior —disse a fonte do regime ao FT. — O que eles esperavam? Se o chefe da República Islâmica for alvo,eles acham que nada vai acontecer?

Mapa mostra onde fica localizado o Estreito de Ormuz — Foto: Arte O GLOBO

O cálculo reside na pouca tolerância das monarquias do Golfo a uma guerra que não é delas,em fissuras na imagem de prosperidade de emirados como Dubai e Abu Dhabi e nas perdas impostas aos setores de energia e marítimo. Teerã aposta em uma pressão sobre os EUA pelo fim das hostilidades e pelo início do diálogo com as autoridades no Irã — segundo a agência Bloomberg,Catar e Emirados Árabes Unidos acionaram emissários para atuar junto à Casa Branca. No fim de semana,o Conselho de Cooperação do Golfo emitiu um duro comunicado condenando as retaliações,mas países da região ainda mantêm canal aberto com Teerã.

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O regime também parece ter se preparado para uma guerra longa,como mencionou o chefe do Conselho de Segurança Nacional,Ali Larijani. Os americanos alegam ter eliminado boa parte dos arsenais balísticos do regime,mas as bombas continuam a cair. Além de mísseis balísticos,drones “kamikaze” mais simples e baratos estão em operação,e se mostram um desafio estratégico para os sistemas de defesa dos EUA. Oficiais do Pentágono revelaram ao New York Times que Teerã pode manter os atuais níveis de ataque “por mais alguns dias”.

“O plano do governo — baseado numa visão exagerada da relativa fragilidade do Irã — era que a teocracia iraniana entraria em colapso logo após o assassinato do líder supremo. Na manhã de segunda-feira,antes da abertura dos mercados,a guerra deveria ter terminado e Trump estaria celebrando mais uma gloriosa vitória,provando que todos os seus críticos estavam errados”,escreveu,em artigo,Trita Parsi,analista político iraniano. “Mas tal colapso não ocorreu. Nem vemos sinais de que isso seja provável em curto prazo.”

Pentágono divulgou vídeo com momento do torpedeamento de fragata da Marinha do Irã — Foto: Reprodução/ X/ Pentágono

Em termos operacionais,como aponta o FT,Khamenei determinou a descentralização do processo de tomada de decisões militares,outra lição aprendida com a guerra de junho de 2025. Dessa forma,a morte de um comandante não impactaria a execução de planos previamente estabelecidos. Segundo a fonte ouvida pelo jornal,“as forças em campo já sabem o que devem fazer,mantendo total coordenação com os centros de comando”. Hoje,a Guarda Revolucionário está a cargo das operações de combate,e a rápida sucessão no comando da organização após a morte do comandante,Mohammad Pakpour,no sábado,serviu como demonstração de resiliência.

— Nossas unidades militares agora são,de fato,independentes e um tanto isoladas,e estão agindo com base em instruções gerais que lhes foram dadas com antecedência — declarou,no domingo,o chanceler iraniano,Abbas Araghchi,à rede al-Jazeera.

O plano,como mostrou o FT,é o último recurso de um regime em busca de sobrevivência. EUA e Israel parecem dispostos a estender por algumas semanas a ofensiva,com armamentos mais pesados e com maior poder de destruição. Erros de cálculo,como um ataque com estragos e vítimas em países da Otan (como quase ocorreu na Turquia),podem forçar países ocidentais a se juntarem à guerra. E as monarquias do Golfo podem se cansar das retaliações e escolher um caminho menos pacífico.

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Segundo a imprensa americana,a CIA,principal agência de inteligência dos EUA,está conversando com grupos curdos no Iraque e Irã,e cogita fornecer armamentos para uma ação terrestre que,nos melhores cenários para Washington,abra caminho para uma insurreição contra o regime. Em resposta,a Guarda Revolucionária reforçou posições na fronteira com o Iraque,e a Força Aérea realizou bombardeios contra bases curdas.

— Assim que a poeira baixar,será muito difícil lidar com todas as questões que surgirão. [Mas a ideia de que] o sistema irá desaparecer ou desmoronar é um erro — afirmou Maha Yahya,diretora do Centro Carnegie para o Oriente Médio,à al-Jazeera. — Não vimos nenhuma fissura no setor de segurança [ou] na elite política. Todos se uniram de forma muito forte para defender o sistema.

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