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O porta-aviões USS Nimitz,da Marinha Americsna — Foto: Reproduçâo: Instagram
GERADO EM: 21/04/2026 - 12:45
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O porta-aviões nuclear USS Nimitz,um dos maiores navios de guerra do mundo e o mais antigo ainda em atividade na Marinha dos Estados Unidos,será o principal destaque da Operação Southern Seas 2026,exercício militar que inclui escala prevista no Rio de Janeiro. Com impressionantes dimensões,capacidade bélica e uma tripulação que ultrapassa 6 mil pessoas,a embarcação também carrega uma curiosidade: já serviu de inspiração (e nome) para produções de Hollywood.
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Construído no estaleiro Newport News Shipbuilding,no estado americano da Virgínia,o Nimitz é o primeiro de sua classe — uma linha de superporta-aviões projetada para ampliar o alcance e a capacidade operacional da Marinha americana durante a Guerra Fria. Com deslocamento de cerca de 100 mil toneladas e mais de 330 metros de comprimento,o navio é equipado com dois reatores nucleares,que permitem operar por mais de duas décadas sem necessidade de reabastecimento.

O porta-aviões USS Nimitz,da Marinha Americsna — Foto: Reprodução: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil
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A embarcação pode atingir velocidades superiores a 30 nós,o equivalente a mais de 56 km/h,e transporta até 90 aeronaves,entre caças,helicópteros e aviões de apoio. A bordo,operam cerca de 3.500 tripulantes responsáveis pelo funcionamento do navio e outros 2.400 integrantes da ala aérea.
Além do poder aéreo,o Nimitz conta com sistemas de defesa sofisticados,incluindo lançadores de mísseis antiaéreos,metralhadoras do tipo "Gatling",com múltiplos tambores giratórios,sistemas de interceptação de curto alcance e radares de última geração. Esses equipamentos permitem ao navio atuar em uma ampla gama de missões,como bloqueios marítimos,ataques com mísseis e apoio a operações em terra,mar e ar.
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Caças são vistos no USS Nimitz durante operações de voo no Mar do Sul da China; porta-aviões deixou o sudeste da Ásia em 16 de junho de 2025 depois de cancelar planos para atracar no Vietnã em meio a informações de que se direciona ao Oriente Médio enquanto os EUA reforçam sua presença na região por causa da guerra entre Israel e Irã — Foto: Edward Jacome / DVIDS / AFP / 28-5-2025
O projeto da classe Nimitz trouxe avanços significativos em relação a modelos anteriores. Entre eles,maior capacidade de armazenamento de combustível e armamentos — cerca de 90% e 50% a mais,respectivamente,em comparação com navios da classe Forrestal — além de melhorias estruturais para aumentar a resistência a danos em combate.
Os hangares internos,por exemplo,são divididos por portas de aço projetadas para conter incêndios,uma lição aprendida após ataques durante a Segunda Guerra Mundial.


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Chegada do porta-aviões São Paulo ao Rio de Janeiro em 2001 — Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo


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Porta-aviões São Paulo,ancorado na Ilha das Cabras em 2012 — Foto: Márcia Foletto / O Globo
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Em 2012,Porta-aviões São Paulo,ancorado na Ilha das Cabras — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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Quando ainda estava ativo,o São Paulo era o porta-aviões mais antigo do mundo em operação — Foto: Divulgação Marinha do Brasil
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Com o passar do tempo,considerando o alto custo de manutenção e a evolução tecnológica no setor,que hoje privilegia porta-aviões menores,para operações com drones,a Marinha decidiu desativar a embarcação em 2017 — Foto: Divulgação Marinha do Brasil

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A12 fez um total de 206 dias de mar,percorrendo 54.024,6 milhas (85.334 km ) e realizou 566 catapultagens — Foto: Divulgação Marinha do Brsil
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O NAe São Paulo foi adquirido pela Marinha do Brasil para substituição do NAeL Minas Gerais — Foto: Marinha do Brasil

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Antigo porta-aviões NAe (Navio Aeródromo) São Paulo da Marinha do Brasil deixou o cais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) na última quinta-feira — Foto: Divulgação Marinha
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A embarcação iniciou sua última viagem,puxado pelo rebocador Alp Centre,com destino à Turquia onde será sucateado — Foto: Marinha
Maior que o país já teve,tem se tornado uma das preocupações dos defensores da preservação do patrimônio marítimo brasileiro nos últimos tempos.
Outro diferencial é o convés de voo inclinado,que permite o lançamento e a recuperação simultânea de aeronaves,aumentando a eficiência das operações. O sistema utiliza catapultas a vapor para decolagem e cabos de retenção para pouso,possibilitando maior diversidade de aeronaves embarcadas.
O USS Nimitz também foi projetado para operar em cenários estratégicos complexos,inicialmente com foco na Guerra Fria. Com o tempo,recebeu atualizações que ampliaram suas capacidades,incluindo guerra antissubmarino e sistemas avançados de guerra eletrônica. Apesar disso,especialistas apontam que navios da classe apresentam um leve desequilíbrio lateral em determinadas condições de carga,corrigido com ajustes de lastro.
Desde sua entrada em operação,em 1975,o Nimitz passou por diversas mudanças de base,incluindo Norfolk,San Diego e instalações no estado de Washington. Após um extenso processo de reabastecimento nuclear e modernização concluído em 2001,o navio segue em plena atividade e deve permanecer em operação por mais de meio século.
Por conta de sua popularidade e inovação tecnológica no tempo de seu lançamento,a embarcação militar chegou até mesmo a protagonizar uma produção de Hollywood. O filme "The Final Countdown",distribuido no Brasil como "O Nimitz,de Volta ao Inferno",de 1980,não só é ambientado no porta-aviões de verdade,mas também centrado em volta da fama do aparelho de guerra.
À bordo do Nimitz das telonas,esteve um elenco de estrelas como Katherine Moss e Martin Sheen,além de Kirk Douglas,uma das últimas estrelas da Era de Ouro do cinema americano,que interpreta o protagonista: o capitão Matthew Yelland.

Kirk Douglas como o Capitão Matthew Yelland,protagonista de "Nimitz,de Volta ao Inferno"; à direita,o pôster do filme — Foto: Reprodução: IMDB
Na trama,o porta-aviões é surpreendido por um vórtex temporal no meio do oceano,o que o faz viajar no tempo e indo parar em 1941,um dia antes dos ataques japoneses contra a base americana de Pearl Harbor,no Japão,que culminou na entrada definitiva dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
A presença do porta-aviões em águas brasileiras integra a Southern Seas 2026,maior exercício naval dos Estados Unidos na região desde 2007. A operação contará com a participação de forças de dez países,incluindo Argentina,Chile,Colômbia e Peru,além do destróier USS Gridley (DDG 101),que acompanhará o Nimitz durante a missão.
Além das manobras militares,o exercício prevê intercâmbio técnico entre especialistas e a presença de autoridades convidadas a bordo,que poderão acompanhar de perto o funcionamento de uma das mais complexas máquinas de guerra já construídas.
Em comunicado enviado ao GLOBO,o contra-almirante Carlos Sardiello,comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota,afirmou que a missão é "um exemplo claro de dedicação dos EUA ao fortalecimento de parcerias marítimas,à construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns".

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