António José Seguro vai receber esta quarta-feira os parceiros sociais para tentar estabelecer pontes antes que um acordo em relação à lei laboral caia por terra e depois de já ter referido que "não desiste, até ao fim, de apelar ao diálogo".

O Presidente da República,António José Seguro,vai receber,esta quarta-feira,os parceiros sociais no Palácio de Belém para tentar estabelecer pontes no sentido de haver um acordo em relação à lei laboral e depois de ter referido que "não desiste,até ao fim,de apelar ao diálogo" para que haja acordo.
Numa nota publicada no site da Presidência da República,foi referido que "os parceiros sociais serão recebidos pela seguinte ordem: Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN),Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP),União Geral de Trabalhadores (UGT),Confederação do Turismo de Portugal (CTP),Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e Confederação Empresarial de Portugal (CIP)",pode ler-se.
O Presidente da República afirmou,no início da semana,que vai insistir "até ao fim" no apelo ao diálogo sobre a revisão da legislação laboral,mas negou estar a fazer pressão sobre quem quer que seja.
"Não compete ao Presidente da República o resultado final - isso compete aos intervenientes,ao Governo,aos parceiros sociais,compete esse resultado. Agora,o Presidente da República não desiste,de apelar ao diálogo,às conversações,ao entendimento. É isso que os portugueses exigem de um Presidente da República,e eu farei sempre isso,em todas as circunstâncias e em todas as condições",declarou o chefe de Estado aos jornalistas,em Madrid.
Na terça-feira,questionado se as reuniões que vai ter com os parceiros sociais não podem ser vistas como uma forma de pressionar a UGT e também o Governo PSD/CDS-PP a um acordo que nenhuma das partes acaba por querer,António José Seguro respondeu: "Eu não faço pressão sobre ninguém. O Presidente da República incentiva o diálogo".
Se houver consenso será apresentada uma proposta de lei fiel a este mesmo acordo ao Parlamento,mas se não houver o Executivo apresentará uma outra proposta com alguns contributos que considere úteis.
Beatriz Vasconcelos | 11:25 - 21/04/2026

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