CULTURA Jun 7, 2026 IDOPRESS

Entender demandas locais ajuda a mapear oportunidades de negócios, diz CEO da Allianz Brasil

Eduard Folch,CEO da Allianz Brasil. empresa quer triplicar o lucro até 2027 — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

GERADO EM: 06/06/2026 - 17:51

Allianz Brasil planeja triplicar lucro até 2027 com regionalização e IA

A Allianz Brasil,sob a liderança de Eduard Folch,busca triplicar o lucro até 2027,regionalizando suas operações para atender demandas locais,como seguro de carro para viagens ao Peru. A empresa usa inteligência artificial sem abandonar o call-center e patrocina eventos culturais e esportivos. Desde 2018,a Allianz dobrou seu faturamento,impulsionada pela aquisição da carteira auto da SulAmérica.

O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

A Allianz Brasil persegue a meta de dobrar o faturamento e triplicar o lucro até 2027,ante 2023,quando faturou R$ 8,7 bilhões. Para isso,regionaliza sua atuação,atendendo a demandas locais e específicas. Assim,entendeu que,no Acre,era preciso segurar idas de carro até o Peru,de onde os moradores do estado embarcam em viagens aéreas,diz o espanhol Eduard Folch,CEO da Allianz Brasil desde 2018.

Empresas brasileiras taxadas agora por Trump têm dificuldades de vender para outros países: veja a diferença do 1º tarifaçoA partir de setembro: UE formaliza restrição a carnes e produtos de origem animal do Brasil

Foi também o que fez a companhia usar inteligência artificial (IA) sem abrir mão do call-center com atendentes,a incluir café e uva nas coberturas da agricultura e a olhar para o patrocínio de atletas olímpicos,torneios e festivais regionais,deixando o estádio do Palmeiras. Em 2014,quando o Allianz Park foi inaugurado,o faturamento da seguradora foi de R$ 3,5 bilhões. Ano passado,beirou R$ 12 bilhões,alta de 35% sobre 2023.

Por que a meta de dobrar o faturamento até 2027?

Quando começamos o projeto da aceleração,analisamos o mercado do Brasil e vimos que tem muito potencial,muita capacidade de crescimento. O mercado segurador sempre cresce um pouquinho mais que o PIB,porque cresce a renda per capita e as pessoas consomem mais seguros. No Brasil,hoje,só 14% a 15% das residências têm seguro,só 30% dos carros têm seguro,o seguro de vida tem uma penetração menor que o de residência.

Continuar Lendo

Estratégia: Paramount pode vender canais infantis para obter aval da União Europeia em compra da Warner Bros

Olhamos para que negócios e experiências de fora do Brasil poderíamos trazer e para o desempenho de concorrentes. E chegamos a uma meta: dobrar o tamanho da companhia versus 2023 e triplicar o lucro da operação até 2027.

E como fazer isso?

Tem de ir de baixo para cima,perguntando o que fazer para alcançar a meta. Fizemos isso dentro da companhia,junto a corretores,assessorias e parceiros. Pedimos isso a 200 funcionários — fatia relevante dos 1.900 —,criando grupos multidisciplinares. E não só do topo,mas de todos os níveis. Nesse grupo,escolhemos 56 pessoas que se tornaram os donos das iniciativas,que têm a responsabilidade de levá-las até o fim. E isso é uma mudança do paradigma.

Pix e Zelle: qual é a diferença entre os sistemas de pagamentos brasileiro e americano que incomoda os EUA

Desde janeiro de 2024 até março,a gente entregou 284 melhorias para a companhia,havendo outras 143 em execução. Em produtos,no relacionamento com o corretor,gestão de sinistros,automatizando processos. E tem melhorias de custos. A gente poupou mais de R$ 400 milhões aprimorando processos internos.

A gente não se conformou com crescer 23% no ano passado. No primeiro trimestre de 2026,já crescemos 14%. O mercado não vai crescer muito mais que 6%.

Regionalizar a operação é central para avançar?

Fizemos um trabalho de regionalização para mapear oportunidades. No Sul,em Minas Gerais e no interior de São Paulo,criamos uma filial para atender negócios de empresas. Quando se conhece as indústrias,o perfil do território,a realidade socioeconômica da região,se consegue adaptar a companhia.

Reestruturação: Raízen confirma acordo com credores na maior recuperação extrajudicial do país

Em seguros pessoais,a gente esteve no Acre. E ouvimos uma grande demanda: “precisamos que o seguro do automóvel nos cubra quando viajamos ao Peru”. Perguntei o porquê. E disseram que uma estrada foi inaugurada,e as pessoas pegam o carro e vão para Cusco e a Porto Maldonado para pegar um avião. É mais fácil viajar via Peru do que por São Paulo.

Só tínhamos essa extensão de cobertura no Sul,para quem está no Rio Grande do Sul e vai à Argentina. Em Manaus,tem que ficar claro que quando você pega o carro,coloca na balsa que tem todas as permissões,tem cobertura (do seguro). Mas,na balsa que não tem as devidas permissões,aí as coberturas têm que ser específicas.

Qual o carro-chefe da carteira?

Seguro auto é o carro-chefe,em torno de 65% da companhia. O segundo são negócios corporativos,como transportes ou agronegócio. Depois,outros ramos.

Como a compra da carteira auto da SulAmérica,em 2020,impulsionou a Allianz?

Foi uma operação que colocou a Allianz em outro patamar,dobrou o tamanho. E havia o desafio de comprar uma companhia estando em casa (em home office). Tivemos de treinar pessoas on-line,mudar a carteira,o nome. E tudo de casa.

SpaceX: bancos em Wall Street vão à loucura na disputa pelo maior IPO da história

Trouxe a companhia ao momento de dizer: Ok,já crescemos,porém temos a capacidade financeira,logística e as pessoas para essa nova ambição de dobrar de tamanho. Hoje,a companhia é a quarta seguradora de ramos elementares no Brasil. A SulAmérica também foi importante na incorporação de talentos.

O tarifaço dos EUA impactou o seguro agropecuário?

Os seguros de agricultura,nós distribuímos fundamentalmente através de cooperativas,que conhecem muito bem qual é a necessidade do produtor rural. Escutamos essas cooperativas e adaptamos a cobertura e o produto à soja,à safrinha,ao milho.

A gente começou a ver que tinha,no Rio Grande do Sul,muito produtor de uva,e não tinha cobertura. A gente criou e acompanhou. Agora,vai lançar uma cobertura de café. No ano passado,lançamos ainda cebola,mandioca,maçã. Acho que o agro contornou bem esses momentos (sensíveis devido ao tarifaço).

O Brasil tem o maior nível já visto de recuperações judiciais. Aumenta a demanda por seguros para executivos (D&O)?

É um mercado crescente,o de D&O. Mas é preciso distinguir. Quando se fala de grandes empresas,médias/grandes,essa demanda já existia. A maioria delas no Brasil já tinha D&O,já estava nas corporações que têm certo nível de governança. O que pode estar acontecendo é que empresas de menor nível de faturamento começam a pensar que precisam dessas coberturas.

A IA ajuda os negócios?

O negócio segurador é de pessoas para pessoas,no qual a confiança é muito importante. Mas o setor sempre se adaptou à tecnologia. E se adapta à revolução da inteligência artificial. A gente usa IA no atendimento,nos chats. A maioria dos chats é do tipo: marque 1 se quiser x,marque 2 se quiser y.

O nosso é diferente. Ao ligar,você se identifica,e a IA pesquisa seus últimos diálogos com a Allianz. Com base nisso,já pergunta: “Quer saber como está o seu sinistro ou saber o preço da sua renovação?”. É um uso que não substitui o contato humano,facilita.

Deixar o patrocínio do Allianz Park integra essa estratégia?

Para estar perto e culturalmente ganhar a confiança das pessoas,você tem que investir para trazer a marca mais humanizada e próxima delas. Acompanhamos o movimento olímpico como patrocinadores,apoiando atletas. E isso se desdobra no cotidiano.

Vamos patrocinar torneios de tênis,de futebol,de basquete,de voleibol. Outro desdobramento são os eventos culturais. A gente vai patrocinar o Coala Festival,de música brasileira,que atinge São Paulo,Curitiba,Rio,Belo Horizonte.

Tópico Moda: Guia Ultimate para as últimas tendências da moda

Bem -vindo ao nosso guia sobre as últimas tendências da moda! Neste mundo de moda em ritmo acelerado e em constante mudança, pode ser um desafio acompanhar os estilos e tendências mais recentes. Mas não tema, porque o abordamos. De desfiles ao estilo de rua, de grampos clássicos a designers emergentes, nosso guia abrangente fornecerá tudo o que você precisa saber para navegar no emocionante mundo da moda. Vamos embarcar nessa jornada de alfaiataria juntos e descobrir como você pode abraçar sem esforço as últimas tendências da moda!