
Profissional de saúde aplica vacina contra a Covid-19 em Brasília (DF) — Foto: Walterson Rosa/MS
GERADO EM: 07/07/2026 - 19:16
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Uma das características de vírus como o SARS-CoV-2,responsável pela pandemia de Covid-19,é sua capacidade de sofrer mutações e gerar novas variantes,o que obriga a atualização constante das vacinas existentes para que continuem eficazes contra as novas cepas. Isso faz com que estejamos,de certa forma,sempre um passo atrás.
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No entanto,uma equipe liderada pela Universidade de Cambridge quer mudar essa lógica: em vez de reagir quando surge uma nova ameaça,pretende se antecipar por meio do uso de inteligência artificial (IA) para desenvolver antígenos capazes de reconhecer características comuns de uma família de coronavírus. Dessa forma,seria possível prevenir futuras pandemias antes mesmo que elas ocorram.
O estudo provocou grande repercussão tanto na comunidade científica quanto na imprensa,onde diversos veículos passaram a destacar o avanço de uma vacina criada por IA. No entanto,o artigo,publicado no Journal of Infection,embora mencione o uso de um método computacional na etapa de desenvolvimento do antígeno,dá mais ênfase ao fato de que a vacina foi formulada como uma vacina de DNA — tecnologia que oferece diversas vantagens em relação aos modelos tradicionais — e que demonstrou ser segura em humanos.
Embora a inteligência artificial não seja o foco principal da pesquisa,o uso dessas tecnologias na medicina vem acumulando cada vez mais resultados promissores. A seguir,entenda como foi realizado o estudo e por que ele é considerado importante.
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Ela é chamada de "vacina universal" porque foi projetada para reconhecer características comuns dos sarbecovírus,um subgênero de coronavírus que inclui o SARS-CoV,responsável pelo surto de 2002; o SARS-CoV-2,causador da pandemia de Covid-19; e diversos coronavírus presentes em morcegos com potencial zoonótico,ou seja,capazes de ser transmitidos de animais para seres humanos.
A ideia é que,ao direcionar a resposta imunológica para essas regiões comuns,e não para uma variante específica,a vacina consiga oferecer uma proteção mais ampla contra toda essa família de vírus.


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O ex-técnico Zagallo,de 90 anos,mostrou que já tomou a dose de reforço da vacina contra a Covid-19Instagram
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O ator Lima Duarte,de 91 anos,recebe a terceira dose da vacina contra a Covid-19Instagram
Famosos que receberam a terceira dose da vacina contra Covid-19
Segundo os pesquisadores,a nova vacina utiliza uma tecnologia capaz de selecionar as partes mais conservadas da proteína Spike — aquelas que sofrem menos alterações entre os diferentes sarbecovírus — para induzir uma resposta imunológica direcionada contra essas regiões.
É justamente nessa etapa que entra a inteligência artificial. Em vez de desenvolver o antígeno a partir de um único vírus conhecido,os pesquisadores utilizaram ferramentas computacionais para analisar milhares de sequências genéticas de coronavírus humanos e animais e identificar os padrões que permanecem praticamente inalterados entre eles. Com essas informações,criaram um novo antígeno,posteriormente incorporado à vacina experimental.
— Hoje estamos sempre um passo atrás do vírus. O objetivo agora é nos anteciparmos — explicou ao El Comercio Ronald Vargas,diretor consultivo do Mestrado em Gestão de Serviços de Saúde da Centrum PUCP.
— O que eles fizeram foi usar inteligência artificial para analisar uma base de dados muito ampla,reunindo todas as informações genéticas e estruturais dos coronavírus,com o objetivo de identificar e construir um antígeno comum a diferentes coronavírus e às variantes que possam surgir.
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Foi assim que os pesquisadores desenvolveram um novo antígeno. Embora parte da imprensa tenha popularizado o termo "superantígeno",essa expressão não aparece no estudo científico nem faz parte da terminologia adotada pelos autores.
Para Vargas,a principal importância do uso dessa tecnologia está na capacidade de analisar grandes volumes de dados em pouco tempo.
— Isso exigiria muito trabalho e levaria muito tempo se fosse feito pelos métodos tradicionais,com os recursos normalmente utilizados,sem recorrer a um sistema de inteligência artificial.


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Pessoas são vacinadas contra a Covid-19 aos pés do Cristo Redentor,no Corcovado,no Rio de Janeiro — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP


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Na França,uma mulher espera antes de receber uma dose da vacina contra o coronavírus a bordo do VACCI'BUS,um ônibus que circula por vilas ao redor da cidade de Reims para imunizar pessoas com problemas de mobilidade — Foto: FRANCOIS NASCIMBENI / AFP
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Pessoas esperam na fila em um estacionamento da Disneylândia para receber as vacinas contra a Covid-19 no parque temático,em Anaheim,Califórnia,EUA — Foto: VALERIE MACON / AFP - 14/01/2021

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Pessoas fazem fila para serem vacinadas com a Sputnik V em um ponto de vacinação na loja de departamentos GUM,em Moscou,dias depois da Rússia lançar sua campanha de vacinações em massa contra o coronavírus — Foto: NATALIA KOLESNIKOVA / AFP
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Uma mulher conversa com um trabalhador médico antes de receber a vacina Oxford / AstraZeneca no Al-Abbas Islamic Center,que foi convertido em um centro temporário de vacinação em Birmingham,região central da Inglaterra — Foto: DARREN STAPLES / AFP - 21/01/2021

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Pessoas chegam para receber uma dose da vacina em um centro de vacinação instalado no Lords Cricket Ground,em Londres — Foto: WILLIAM EDWARDS / AFP
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Membro da brigada de incêndio orienta o público na chegada ao autódromo de Bath em Bath,sudoeste da Inglaterra,para vacinação com doses da vacina Oxford / AstraZeneca Covid-19,administrada por médicos da Marinha Real — Foto: ADRIAN DENNIS / AFP

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As pessoas aguardam para serem vacinadas na catedral de Salisbury,em Salisbury,sudoeste da Inglaterra — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP
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Pessoas recebem a vacina Oxford / AstraZeneca Covid-19 em um centro de vacinação temporário na Igreja de St Columba,em Sheffield,South Yorkshire — Foto: OLI SCARFF / AFP - 23/01/2021

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Centro de vacinação contra a Covid-19 instalado no Thornton Little Theatre,administrado pelo Wyre Council,em Thornton-Cleveleys,noroeste da Inglaterra — Foto: OLI SCARFF / AFP
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Pessoas sentam-se na sala de espera de um centro de vacinação da prefeitura do 13º distrito de Paris — Foto: THOMAS SAMSON / AFP

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Equipe trabalha na aplicação de vacinas em pacientes em um centro de vacinação instalado no Bournemouth International Centre,em Bournemouth,no sul da Inglaterra — Foto: GLYN KIRK / AFP
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Um homem aguarda no Palais des Sports de Lyon,usado como um centro de vacinação contra a Covid-19,na França — Foto: JEAN-PHILIPPE KSIAZEK / AFP

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Ajudantes circulam no estádio de gelo Erika-Hess,que serve como segundo centro de vacinação contra o novo coronavírus em Berlim — Foto: KAY NIETFELD / AFP
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As pessoas chegam ao Epsom Downs Racecourse,na abertura como um centro de vacinação em massa,em Epsom,sul da Inglaterra — Foto: ADRIAN DENNIS / AFP

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Centro de vacinação do Maccabi Health Services,na cidade costeira de Haifa,no norte de Israel — Foto: JACK GUEZ / AFP
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Pessoas esperam na fila durante vacinação contra a Covid-19 no centro de convenções Jacob K. Javits,na cidade de Nova York — Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP

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Pessoas aguardam a vacinação contra COVID-19 em um centro instalado no salão Metropolishalle do Filmpark Babelsberg,em Potsdam,perto de Berlim,Alemanha — Foto: SOEREN STACHE / AFP
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Um centro de vacinação contra o coronavírus na feira de Colônia,oeste da Alemanha — Foto: INA FASSBENDER / AFP

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Equipe médica pronta para atendimento no centro de vacinação do Kuwait,no International Fairgrounds,Cidade do Kuwait — Foto: YASSER AL-ZAYYAT / AFP 23/12/2020
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Pessoas se cadastram antes de receber uma dose da vacina contra a Covid-19,no Centro Internacional de Convenções e Exposições de Riyadh,na capital saudita — Foto: FAYEZ NURELDINE / AFP

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Sérvios chegam para receber a vacina chinesa Sinopharm,na Feira de Belgrado,transformada em um centro de vacinação — Foto: ANDREJ ISAKOVIC / AFP
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Estádios,catedrais,parques temáticos e até ônibus foram sendo transformados em centros de vacinação
O especialista explica que,em um cenário no qual o desenvolvimento de uma molécula para tratar uma doença pode levar até 15 anos e apresentar uma taxa de fracasso entre 90% e 97%,a inteligência artificial pode reduzir esses prazos e tornar todo o processo mais eficiente.
— O mesmo vale para o enfrentamento de futuras pandemias. Se você já possui conhecimento prévio,pesquisado e validado,parte de uma base completamente diferente quando um vírus que circula em animais consegue passar para os seres humanos por causa de mutações. Ainda que ajustes sejam necessários,o desenvolvimento será muito mais rápido porque já existe um trabalho anterior sobre o qual construir.
Antes de chegar ao mercado,uma vacina precisa passar por diversas fases bem estabelecidas,desde os estudos preliminares em culturas celulares e animais até a fase 4,quando recebe aprovação e passa a ser monitorada em longo prazo.
O estudo conduzido por Cambridge está na chamada fase 1,etapa em que a vacina é aplicada em um grupo reduzido de pessoas para avaliar sua segurança inicial. Nesse caso,participaram 39 voluntários entre 18 e 50 anos.
Após os testes,os pesquisadores concluíram que "embora os resultados de segurança tenham sido encorajadores,a imunogenicidade da [vacina] pEVAC-PS foi modesta e variável". Isso significa que a vacina demonstrou ser segura nessa primeira etapa,mas a resposta do sistema imunológico foi limitada e variou entre os participantes.
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Um segundo estudo,que deverá envolver cerca de 200 pessoas,permitirá compreender melhor até que ponto a vacina consegue treinar o sistema imunológico. Isso,entretanto,não significa que sua eficácia já tenha sido comprovada. Justamente por isso,as próximas fases terão como objetivo determinar se essa resposta imunológica é suficiente para proteger contra a infecção.
Para Fanny Casado,professora do Departamento de Engenharia da PUCP e pesquisadora do Instituto de Ciências Ômicas e Biotecnologia Aplicada (ICOBA),o estudo deixa claro que:
— Como resultado,o efeito foi modesto; como processo,o desenvolvimento é realmente muito inovador.
A pesquisadora considera que a principal contribuição do trabalho não está nos resultados obtidos até agora,mas no fato de ter demonstrado que um antígeno desenvolvido com ferramentas computacionais conseguiu superar todas as etapas regulatórias e pré-clínicas até ser testado,pela primeira vez,em seres humanos.
— O realmente inovador não é apenas a inteligência artificial,mas o fato de esse projeto ter sido autorizado a avançar até um ensaio clínico em pessoas.
Até agora,a inteligência artificial podia auxiliar no desenvolvimento de vacinas. A novidade desse estudo é que um desses projetos conseguiu superar os testes pré-clínicos e se tornar,uma vacina experimental avaliada em seres humanos.


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Policial usa equipamento de proteção individual e carrega alimentos para distribuir em área residencial restrita devido à disseminação da Covid-19,em 15 de março de 2022,na Mongólia — Foto: AFP


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Médico em traje de proteção desinfeta colega em clínica de teste para Covid-19 em Wuhan,na China — Foto: Noel Celis / AFP
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Soldados brasileiros desinfetam estação de metrô em Brasília na madrugada de 29 de março de 2020 — Foto: Evaristo Sa / AFP

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Médicos trabalham em hospital de campanha montado em Roma para atender pacientes da Covid-19 — Foto: Andreas Solaro / AFP
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Médico mostra a paciente seu filho recém-nascido em um vídeo ao vivo em um hospital em Nova York,em abril de 2020. No centro da crise do coronavírus,quase 200 bebês nasceram desde março - enquanto algumas mulheres grávidas ficaram gravemente doentes,os médicos estão vencendo batalhas por suas vidas e por seus filhos — Foto: VICTOR J. BLUE / The New York Times

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Ato no gramado em frente ao Congresso Nacional em homenagem às vítimas da Covid-19 e contra o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
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Manifestantes participam de um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro,enquanto mantêm distância social em frente ao Congresso Nacional,em Brasília — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

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Membros das gangues 'Mara 18' e 'MS-13' são vistos sob custódia em prisão de segurança máxima em El Salvador — Foto: Yuri Cortez / AFP
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Artista se apresenta em uma Times Square quase vazia na cidade de Nova York,em 26 de março de 2020 — Foto: MARK ABRAMSON / The New York Times

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Pessoas se sentam nas mesas,respeitando o distanciamento social,na Times Square. A cidade de Nova York entra na segunda fase da reabertura em 22 de junho. As pessoas voltam a poder comer ao ar livre em restaurantes,e barbearias e salões de beleza também podem abrir com 50% da capacidade — Foto: JOHANNES EISELE / AFP
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O Papa Francisco preside a cerimônia da Via Sacra na praça vazia de São Pedro,no Vaticano,durante a Sexta-feira Santa,em 10 de abril de 2020 — Foto: NADIA SHIRA COHEN / The New York Times

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Dulcineia da Silva Lopes,59 anos,recebe vacina CoronaVac diante da estátua do Cristo Redentor,no Rio de Janeiro. Ela e Therezinha da Conceição,de 80 anos,foram as primeiras moradoras do Rio a receberem a vacina — Foto: Ricardo Moraes / Reuters
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Primeiro voluntário recebe vacina contra a Covid-19 brasileira,desenvolvida na UFMG. — Foto: Divulgação / TV UFMG

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Estudantes entre 15 e 18 anos esperam para serem vacinados com uma dose da vacina Covaxin contra a Covid-19 durante uma campanha de vacinação em uma escola em Bangalore,na ÍndiaAFP — Foto: AFP/AFP
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Vacina contra COVID-19 — Foto: Brenno Carvalho/O GLOBO

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Bolsonaro defendeu o uso de cloroquina em lives,remédio sem qualquer comprovação científica no tratamento da Covid-19 — Foto: Reprodução
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23/05/2021 - "Fique bem claro: o meu Exército Brasileiro jamais irá às ruas deixar vocês dentro de casa",disse Bolsonaro ao lado do então ministro da Saúde,Eduardo Pazuello,alvo de investigação da CPI da Covid no Congresso — Foto: Andre Borges/AFP

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Manifestantes exibem cartazes representando o presidente brasileiro com a frase "A cepa Bolsonaro,perigo mundial",em frente à embaixada do Brasil em Buenos Aires,Argentina. Brasil ultrapassou a marca de 360 mil mortos pela Covid-19 — Foto: AGUSTIN MARCARIAN / REUTERS - 14/04/2021
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Pazuello presta depoimento na CPI da Covid — Foto: Agência Senado

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Rio de Paz prestará homenagem a Márcio Antônio Silva,pai de vítima da Covid-19 que participou de protestos no Rio em defesa da vida — Foto: Reprodução
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OMS decretou fim da emergência sanitária da doença em todo o mundo
Vargas também concorda com essa avaliação e afirma que um dos principais desafios enfrentados por órgãos reguladores,como a FDA,a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a agência reguladora do Reino Unido,é definir como essas ferramentas de inteligência artificial devem ser avaliadas.
— O primeiro passo é estabelecer o que elas são do ponto de vista regulatório. Para esses órgãos,elas são tratadas como dispositivos médicos (medical devices). Primeiro é preciso demonstrar que a ferramenta de inteligência artificial é válida e realmente faz aquilo que afirma fazer.Nesse sentido,o especialista considera que uma das principais lições deixadas pela pandemia foi a necessidade de os países fortalecerem sua capacidade regulatória para incorporar esse tipo de inovação.
— Precisamos estar preparados do ponto de vista regulatório. Durante a pandemia,não estávamos.
Mas a toxicologista Casado destaca não apenas o uso inovador da inteligência artificial no estudo,como também a adoção de uma vacina de DNA,que contém instruções genéticas para que as células produzam o antígeno responsável por desencadear a resposta imunológica.
— O interessante da inteligência artificial é que ela permitiu fazer algo que antes não era possível. Tradicionalmente,uma vacina precisava ser desenvolvida a partir de algo que já existisse e tivesse sido demonstrado experimentalmente — afirmou ao jornal El Comercio.
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A pesquisadora explica que,tradicionalmente,as vacinas eram desenvolvidas a partir de proteínas. A diferença é que uma proteína já possui uma estrutura tridimensional definida,enquanto o DNA contém apenas as instruções necessárias para produzi-la.
— O que a IA fez — e isso me parece realmente interessante — foi utilizar essa informação linear do DNA para prever quais epítopos poderiam ser formados a partir das regras conhecidas de dobramento das proteínas. Em outras palavras,gerou computacionalmente uma enorme quantidade de possíveis epítopos antes que eles fossem testados experimentalmente.
Durante muitos anos,as vacinas de DNA foram utilizadas principalmente na medicina veterinária,e havia cautela quanto ao seu uso em larga escala em humanos,sobretudo devido à preocupação teórica de que o DNA pudesse se integrar ao genoma humano.


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Um grafite representando o presidente Jair Bolsonaro e o novo coronavírus contra profissionais de saúde,em São Paulo — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP


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Um homem segura um tanque de oxigênio em Manaus. O sistema de saúde da capital amazonense está em colapso. Unidades de tratamento intensivo do hospital da cidade estão com 100% da capacidade nas últimas duas semanas,enquanto os profissionais da área médica lutam contra a falta de oxigênio e outros equipamentos essenciais — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP
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Coveiro com roupas de proteção no cemitério municipal Recanto da Paz,durante o enterro de uma vítima da COVID-19,na cidade de Breves,a sudoeste da ilha do Marajó,no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP

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Enterro,em 1º de junho,de Bruno Koki,fundador da ONG Eu Amo São Cristóvão,projeto social que entregou doações para pessoas vulneráveis durante a pandemia. Bruno morreu em decorrência da Covid-19 — Foto: RICARDO MORAES / REUTERS
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Coveiros em trajes de proteção carregam o caixão de uma vítima do novo coronavírus no cemitério Recanto da Paz,no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP

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Artistas com balões vermelhos protestam em homenagem a pessoas que morreram pela COVID-19 no país,em Brasília — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS
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Profissional de saúde trabalha na enfermaria da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde são tratados pacientes infectados com o novo coronavírus,no hospital Santa Casa em Belo Horizonte,Minas Gerais — Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

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Suzana Lisboa abraça seu pai,Raul Lisboa,89 anos,através de uma cortina de plástico instalada em abrigo para idosos em São Paulo — Foto: RAHEL PATRASSO / REUTERS
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Profissionais de saúde do governo viajam de barco para visitar uma comunidade ribeirinha de Santa Maria,a fim de testar os moradores como uma medida contra a pandemia de coronavírus no sudoeste da ilha de Marajó,no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP

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Funcionário de limpeza desinfecta uma rua no sudoeste da ilha do Marajó,no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP
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Pessoas se exercitam no primeiro dia de praias reabertas para esportes individuais,na praia de Ipanema,no Rio de Janeiro — Foto: PILAR OLIVARES / REUTERS

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Agentes de saúde testam uma moradora da comunidade ribeirinha de Roli Madeira,em no estado do Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP
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Um agente de saúde mostra um teste Covid-19 na comunidade ribeirinha de Roli Madeira — Foto: TARSO SARRAF / AFP

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Imagem de coveiros enterrando uma pessoa no cemitério de Nossa Senhora Aparecida,no bairro de Tarumã,em Manaus,durante pandemia de coronavírus Foto: MICHAEL DANTAS / AFP — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP
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Manifestante contrário ao governo brasileiro segura um cartaz representando o caixão de uma vítima da Covid-19 com a mensagem "30.000 mortes,e daí?",durante um protesto chamado "Amazonas pela Democracia",em referência à fala do presidente Bolsonaro — Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

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Pessoas são vistas através de uma câmera térmica usada para detectar altas temperaturas do corpo na rodoviária central e na estação central do metrô,em meio ao surto da doença por coronavírus (COVID-19) — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS
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Movimentação de passageiros na rodoviária central de Brasília,em meio ao surto de coronavírus — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

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Membro do Médicos Sem Fronteiras olha para um garoto da tribo Warao,o segundo maior grupo indígena da Venezuela,que sofre de sintomas do novo coronavírus,no Amazonas — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP
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Coveiros vestindo roupas de proteção enterram o caixão de uma vítima da COVID-19,no cemitério São Luiz,em São Paulo — Foto: AMANDA PEROBELLI / Reuters

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O presidente Jair Bolsonaro entrega,com um mês de atraso e no momento mais crítico da pandemia,hospital de campanha em Águas Lindas,no estado de Goiás — Foto: SERGIO LIMA / AFP
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Profissional de saúde cuida de um paciente na enfermaria da Unidade de Terapia Intensiva (UTI),onde pacientes infectados com o novo coronavírus estão sendo tratados no Hospital Público Doutor Ernesto Che Guevara,na cidade de Maricá,no Rio de Janeiro — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

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Veja imagens marcantes da pandemia da Covid-19 no Brasil
No entanto,o próprio estudo ressalta que esse risco é extremamente baixo e que as avaliações regulatórias o consideram insignificante. Ainda assim,historicamente,essa foi uma das razões pelas quais seu desenvolvimento avançou mais lentamente.
A principal vantagem das vacinas de DNA é sua estabilidade. Ao contrário de outras plataformas,elas não exigem cadeias de ultrarrefrigeração para armazenamento e transporte,o que facilita sua distribuição em regiões remotas ou em países com menos recursos.
Além disso,neste estudo,o DNA foi administrado por via intradérmica utilizando um dispositivo de injeção sem agulhas,tecnologia que simplifica a aplicação da vacina,elimina o descarte de materiais perfurocortantes e pode facilitar campanhas de imunização em larga escala,especialmente em locais com infraestrutura de saúde limitada.

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