
Concepção artística da estrela TOI-5882,localizada a cerca de 1.300 anos-luz da Terra,engolindo a TOI-5882-b,uma anã marrom com cerca de 22 vezes a massa de Júpiter — Foto: Ben Capistrant/The New York Times
GERADO EM: 10/07/2026 - 17:52
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Uma estrela localizada a cerca de 1.300 anos-luz da Terra apresenta sinais de ter devorado um de seus planetas — e agora parece estar se preparando para uma segunda refeição,segundo dois novos estudos.
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Para muitos planetas,esse é o destino cósmico inevitável: um dia serem engolidos por suas próprias estrelas e lentamente derretidos até se reduzirem aos elementos que os compõem. Esse processo,conhecido como engolfamento planetário,também está previsto para ocorrer em nosso Sistema Solar. Quando o Sol entrar na fase de gigante vermelha,daqui a vários bilhões de anos,ele engolirá Mercúrio,Vênus e,possivelmente,até a Terra.
Por enquanto,os astrônomos conseguem observar exemplos desse fenômeno em outros sistemas estelares porque ele deixa para trás pistas químicas que ficam registradas na luz emitida pela estrela,como se fossem "migalhas cósmicas".
Foi exatamente isso que os cientistas encontraram na estrela batizada de TOI-5882. Ela brilha com os restos parcialmente digeridos do que provavelmente já foi um planeta. E esse planeta pode ter sido lançado rumo ao seu destino fatal por um vizinho: um enorme objeto celeste chamado anã marrom,que orbita muito próximo da mesma estrela,segundo um estudo publicado na revista The Astrophysical Journal.
Com massa equivalente a 22 vezes a de Júpiter,a anã marrom tem força suficiente para perturbar facilmente as órbitas dos planetas vizinhos. Mas ela própria terá o mesmo destino: também acabará sendo engolida pela estrela,talvez mais cedo do que se imaginava,de acordo com outro estudo publicado na semana passada na revista The Astrophysical Journal Letters.
— Os eventos de engolfamento podem revelar informações tanto sobre a estrela quanto sobre o exoplaneta,e isso é o mais fascinante. Eles conectam duas áreas da astronomia que,na maior parte do tempo,permanecem separadas — afirmou Claudia Aguilera-Gómez,pesquisadora do Instituto de Astrofísica da Pontifícia Universidade Católica do Chile e autora do primeiro estudo.

Concepção artística de um planeta espiralando em direção a uma estrela até colidir com ela. A trajetória do planeta está representada em azul,e o ponto da colisão aparece no lado esquerdo da estrela — Foto: NASA,ESA,CSA,Ralf Crawford (STScI)/The New York Times
A TOI-5882,que tem cerca de 30% mais massa que o Sol,chamou a atenção dos astrônomos no ano passado justamente por causa da anã marrom que a orbita. O enorme objeto,chamado TOI-5882-b,está tão próximo da estrela que completa uma volta ao seu redor a cada semana — uma distância que garante que será engolido no futuro.
Ao analisar o sistema mais detalhadamente,porém,os pesquisadores descobriram que a luz emitida pela estrela continha quantidades incomuns de lítio,um elemento muito mais abundante em planetas do que em estrelas. A hipótese imediatamente levantada foi: será que um planeta já havia sido consumido?
Os cientistas já identificaram sinais de lítio e de outros elementos típicos de planetas em diversas estrelas,sugerindo que elas possam ter devorado mundos no passado. Embora seja difícil provar com certeza que essas assinaturas químicas tenham origem em planetas,a TOI-5882 está em um estágio de evolução considerado ideal para essa interpretação,segundo Melinda Soares-Furtado,professora assistente de Astronomia e Física da Universidade de Wisconsin-Madison e autora dos dois estudos. Ela explica que estrelas muito jovens e estrelas muito antigas podem apresentar naturalmente níveis elevados de lítio,mas a TOI-5882 não se enquadra em nenhuma dessas categorias.


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Ben Bailey,38 anos – Oficial do Exército dos EUA,piloto de testes de helicópteros Black Hawk e Chinook,com mais de 2 mil horas de voo — Foto: NASA


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Lauren Edgar,40 anos – Geóloga,pesquisadora da Nasa em missões de Marte e integrante da equipe científica da missão Artemis III — Foto: NASA
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Adam Fuhrmann,35 anos – Major da Força Aérea,piloto de testes de caças F-16 e F-35,com experiência em operações de combate — Foto: NASA

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Cameron Jones,engenheiro aeroespacial e piloto de testes do F-22 Raptor. — Foto: NASA
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Yuri Kubo,40 anos – Engenheiro elétrico,com passagens pela SpaceX,onde foi diretor de lançamentos do Falcon 9 e de programas de satélites. — Foto: NASA

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Rebecca Lawler,38 anos – Ex-comandante da Marinha e piloto de testes,atuou também como “caçadora de furacões” em voos da NOAA — Foto: NASA
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Anna Menon,39 anos – Engenheira biomédica,já voou ao espaço em 2024 como integrante da missão privada Polaris Dawn,da SpaceX — Foto: NASA

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Imelda Muller,34 anos – Médica anestesiologista,ex-oficial da Marinha,com experiência em medicina subaquática e apoio a treinamentos de mergulho da Nasa. — Foto: NASA
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Erin Overcash,34 anos – Piloto de caça F/A-18 da Marinha,com experiência em pousos em porta-aviões e passagem pelo programa olímpico de rúgbi da força. — Foto: NASA

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Katherine Spies,43 anos – Ex-piloto de helicópteros de ataque dos Fuzileiros Navais,atuava como diretora de engenharia de testes de voo na indústria aeroespacial. — Foto: NASA
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Dez novos selecionados iniciarão treinamento de dois anos; seis são mulheres,e uma delas já voou em missão privada da SpaceX.
Assim,a explicação mais provável é que a estrela realmente tenha engolido um de seus planetas. Restava,outro mistério: a TOI-5882 ainda não entrou na fase de gigante vermelha,portanto não está se expandindo,o que torna improvável que tenha engolido um planeta dessa maneira.
A presença da anã marrom oferece uma alternativa,explica Brooke Kotten,estudante de pós-graduação em Astronomia da Universidade de Michigan e autora principal do primeiro estudo. Devido à sua enorme massa,a influência gravitacional da TOI-5882-b pode ter lançado um planeta para fora de sua órbita original,colocando-o em rota de colisão com a estrela e condenando-o a uma morte infernal.
A combinação entre essa anã marrom — considerada o agente do caos no sistema — e a assinatura química do lítio indica que o planeta destruído,que poderia ser uma super-Terra rochosa ou um mundo com massa semelhante à de Netuno,provavelmente foi lançado contra a estrela em algum momento nos últimos 2 bilhões de anos. Sua absorção pela estrela teria ocorrido rapidamente,em questão de dias ou semanas,embora os vestígios químicos desse fim violento possam permanecer detectáveis por bilhões de anos.


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Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP


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Terra se pôs atrás da Lua — Foto: Divulgação / Nasa
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Artemis II: astronautas registram 'pôr da Terra' em imagem inédita ao redor da Lua — Foto: Nasa

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Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua. — Foto: Divulgação / Nasa
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Imagem do solo lunar divulgada pela Nasa dia 6 de abril de 2026 — Foto: NASA / AFP

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Cratera Vavilov vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP
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Terra se pondo sobre a borda da Lua,vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP
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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP

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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP
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Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA/AFP
Nasa divulga imagens inéditas da face oculta da Lua
— Os eventos de engolfamento acontecem muito rapidamente,por isso não conseguimos observá-los em tempo real — disse Kotten,que iniciou essa pesquisa ainda durante a graduação na Universidade de Wisconsin-Madison.
Se o planeta perdido foi a entrada,a anã marrom TOI-5882-b será o prato principal.
Embora estimativas anteriores indicassem que a anã marrom seria engolida em cerca de 110 milhões de anos,a estrela pode acabar recebendo essa "refeição" muito antes,segundo o segundo estudo.
Pesquisadores liderados por Ritvik Narayan,estudante de pós-graduação em Astrofísica no MIT,desenvolveram modelos para simular a dinâmica das forças de maré entre planetas e o interior das estrelas. Os resultados indicam que a anã marrom deverá espiralar em direção à estrela entre duas e seis vezes mais rapidamente do que se estimava anteriormente.
— Talvez,nos próximos 25 a 30 milhões de anos,ela já esteja em uma posição em que o processo de engolfamento possa começar — afirmou Narayan.
Os pesquisadores pretendem continuar procurando outros indícios de "lanches planetários" na TOI-5882.
— Para mim,é como ser um detetive. Continuamos reunindo pistas — concluiu Kotten.

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