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Sede do Banco Master em São Paulo — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O GLOBO
GERADO EM: 04/03/2026 - 17:40
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Além da prisão de Daniel Vorcaro,a terceira fase da Operação Compliance Zero envolveu uma série de medidas. O ministro André Mendonça,do Supremo Tribunal Federal (STF),determinou a prisão de outros investigados e o afastamento de servidores do Banco Central por suspeita de envolvimento nas fraudes do Banco Master. De acordo com a Polícia Federal,R$ 22 bilhões em bens foram bloqueados para reparar os eventuais danos.
De acordo com a Polícia Federal,houve sequestro e bloqueio de bens em valores que somam R$ 22 bilhões,"com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e de preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas".
Além de Vorcaro,foram presos o empresário Fabiano Zettel,cunhado do banqueiro; Luiz Phillipi Mourão,suspeito de atuar para coagir e intimidar adversários de Vorcaro; e o policial federal aposentado Marilson Roseno,que também,segundo a PF,faz parte do grupo "A Turma",que intimidava adversários
A decisão de Mendonça determina que os servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana passem a usar tornozeleira eletrônica.
O despacho também estipula que os servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana sejam afastados das funções na autarquia e proibidos de frequentar o BC. Eles já haviam sido afastados das funções por decisão administrativa do BC e respondem a uma sindicância.
As informações constam na decisão do ministro André Mendonça,que autorizou nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Compliance Zero e levou novamente à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro,dono do Banco Master,além de outros investigados. A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro,com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira,corrupção,lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo investigadores,o esquema teria utilizado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou de baixa liquidez,além de operações que teriam servido para ocultar prejuízos e desviar recursos. A decisão também cita suspeitas de interlocução com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.
A operação,chamada de Compliance Zero,já teve três fases. A primeira,deflagrada em novembro de 2025,investigou a suspeita de venda de carteiras de crédito sem lastro a outras instituições financeiras. A segunda,em janeiro deste ano,ampliou o foco para o uso de fundos de investimento ligados à gestora Reag para a circulação de recursos e aquisição de ativos considerados problemáticos. Já a terceira fase,autorizada agora pelo STF,inclui novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.
Os advogados do dono do Banco Master afirmaram que ele “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.
Segundo os advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Roberto Podval,Vorcaro colaborou com as investigações do caso Master “de forma transparente desde o início”. “A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”,registraram em nota.

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