Felipe,filho de Oscar Schmidt,recebeu homenagem do COB — Foto: Rafael Oliveira/O Globo RESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para você

Felipe,filho de Oscar Schmidt,recebeu homenagem do COB — Foto: Rafael Oliveira/O Globo
GERADO EM: 11/04/2026 - 17:18
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Estive no Olimpo na semana passada. E nem precisei subir uma montanha — só três degraus,até um palco montado em frente à varanda do Copacabana Palace. Tive a honra de apresentar a cerimônia de introdução dos novos membros do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. Pela primeira vez,foram homenageadas duplas: Ricardo e Emanuel,do vôlei de praia,Alex Welter e Lars Björkström,da vela. Além deles,Oscar Schmidt,o Mão Santa do basquete,que foi representado pelo filho,Felipe. No fim do evento,olhei do meu cantinho e lá estavam todos eles posando para fotos,acompanhados de Jacqueline Silva,Sandra Pires,Alisson Cerutti,Vanderlei Cordeiro de Lima,Marcelo Ferreira e Hortência — donos,pelas minhas contas,de 18 medalhas olímpicas.
O objetivo principal era celebrar a excelência esportiva — que o Brasil demorou a atingir: desde a primeira participação,em Antuérpia 1920,até Moscou 1980,quando Alex e Lars venceram na classe Tornado,atletas do país tinham subido ao pódio dos Jogos apenas 17 vezes. O último ouro fora o de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo em Melbourne 1956 (o terceiro até então,depois dele mesmo em Helsinque 1952 e de Guilherme Paraense no tiro esportivo,na edição de estreia). Mas os homenageados fizeram com que o evento tivesse muitos outros significados.
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Lars recebeu sua placa e pôs a mão sobre o molde para ser eternizada em cimento vestido com o mesmo casaco que usou para subir no pódio em Tallin — hoje capital da Estônia e sede das regatas de vela no que era então a União Soviética. O elegante lenço de pescoço que completava o uniforme,ele doou ao acervo do museu do COB. Por falar em elegância,sua esposa e a de Alex foram os destaques da festa nesse quesito. Era a gala adequada à celebração de uma conquista de quase 50 anos,que abriu os caminhos para a vela se tornar um dos esportes que mais deram medalhas olímpicas ao Brasil.
As famílias não ficaram só nos lugares privilegiados de acompanhantes. Além de Felipe,Oscar foi homenageado pelo irmão Tadeu,que gravou um depoimento em vídeo. Em seu discurso,Emanuel se emocionou ao falar do pai,hoje com 87 anos,que gravou todos os seus jogos em DVD. Ricardo estendeu os agradecimentos à equipe técnica e aos torcedores,que ampliam o conceito de família dos atletas,pelo convívio e pelas emoções compartilhadas. E chorou como uma criança,do alto dos 2,01m que intimidavam os adversários,ao lembrar a perda do primo Paulão,sua referência na modalidade.
Cada um à sua maneira,ali estavam lendas do esporte brasileiro,sendo aplaudidos como atletas que chegaram ao topo de suas modalidades e agradecendo como pessoas que precisaram do apoio de muitas outras para chegar até aquele momento. Era um contraste bonito: os caras que tinham todos os motivos para receber a nossa admiração se emocionando com ela.
PS: depois do evento,apresentei uma edição ao vivo do “Hello LA”,programa olímpico do Sportv,entrevistando os homenageados ao lado de Fabi Alvim — dona de duas medalhas de ouro e que toda semana se senta ao meu lado,no estúdio,como se fosse uma de nós.

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