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Exames de cérebro de paciente com Alzheimer. — Foto: Todd Heisler/The New York Times
GERADO EM: 21/04/2026 - 15:30
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Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego (UC San Diego),nos Estados Unidos,identificaram pistas do porquê de alguns pacientes com Alzheimer continuarem lúcidos apesar de apresentarem as alterações cerebrais típicas da doença,como os acumulados de proteína beta-amiloide e tau. Entender melhor o quadro,conhecido como Alzheimer assintomático,pode abrir caminho para novos tratamentos,esperam os pesquisadores.
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No novo estudo,publicado nesta semana na revista científica Acta Neuropathologica Communications,a equipe analisou a expressão gênica em milhares de amostras do cérebro humano e identificou padrões moleculares ligados à progressão ou à proteção contra a doença. De forma resumida,eles encontraram padrões genéticos ligados à ausência de sintomas em cérebros com alterações associadas ao Alzheimer.
Um deles,por exemplo,foi ligado a uma menor atividade de genes relacionados ao acúmulo da proteína tau,que forma emaranhados ao redor dos neurônios de pacientes com Alzheimer e destrói as células nervosas. Outro padrão foi associado a uma maior atividade em sistemas de resposta ao estresse celular do cérebro.
Além disso,uma proteína chamada cromogranina A (CgA) foi identificada como um possível interruptor molecular que pode determinar se as alterações cerebrais do Alzheimer levarão ou não à perda de memória. Em testes com camundongos,a remoção dessa proteína protegeu contra os danos da doença.
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Para os pesquisadores,esse conjunto de descobertas ajuda a elucidar os motivos que levam cerca de 20% a 30% dos indivíduos com patologia cerebral do Alzheimer a não apresentarem a característica perda cognitiva e de memória.
"Mesmo quando o cérebro mostra sinais claros de Alzheimer,algumas pessoas permanecem mentalmente lúcidas. Estamos começando a desvendar os mecanismos de defesa inatos do cérebro,e isso pode mudar fundamentalmente a forma como abordamos o tratamento”,diz o coautor do estudo e professor de Medicina na UC San Diego,Sushil K. Mahata,em nota.
Outro trabalho publicado nesta semana no periódico The Lancet Neurology realizou uma revisão sobre o que se sabe até agora em relação à "resiliência cognitiva",termo que diz respeito a essa capacidade do cérebro de manter a cognição e a memória apesar de apresentar doenças neurodegenerativas.
Conduzido por pesquisadores do Centro para Envelhecimento Cerebral Saudável da Universidade de Nova Gales do Sul,na Austrália,o estudo mostra que os avanços da neuroimagem moderna e da análise de biomarcadores no líquido cefalorraquidiano,fluido que circula entre o cérebro e a medula espinhal,têm possibilitado novas compreensões sobre a resiliência do órgão.
“A demência não é uma consequência inevitável da patologia cerebral. Alguns indivíduos apresentam uma notável resiliência cognitiva,mantendo suas capacidades cognitivas apesar de uma carga substancial de doença no cérebro",diz o codiretor do centro e autor do estudo,Henry Brodaty.
Os pesquisadores afirmam que,ao integrar testes cognitivos com exames de imagem e biomarcadores de fluidos,será possível identificar melhor quem é resiliente,por que apresenta essa resiliência e como intervenções podem ajudar a preservar a cognição mesmo quando há doença cerebral presente.
Esse conhecimento poderá abrir novas formas de desacelerar ou prevenir o declínio cognitivo,oferecendo esperança não apenas para indivíduos,mas para populações envelhecidas em todo o mundo.

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