Roubo de Rolex em São Paulo: Faria Lima,à direita,é a via campeã — Foto: Editoria de arte/ O GLOBO

Roubo de Rolex em São Paulo: Faria Lima,à direita,é a via campeã — Foto: Editoria de arte/ O GLOBO
GERADO EM: 29/04/2026 - 19:04
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A cidade de São Paulo registrou 52 roubos de Rolex em 2025,mostram dados do Mapa do Crime,ferramenta interativa do GLOBO,com dados de roubos na capital paulista. Os ladrões que buscam relógios da marca agem em bairros de alta renda da cidade,com a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima no topo da lista.
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Entre 2023,2024 e 2025 foram 187 roubos envolvendo Rolex em São Paulo. O dado considera apenas casos classificados como roubo de rua no Mapa do Crime,ou seja,que ocorreram em vias públicas e nos quais os criminosos não levaram carro,moto ou telefone celular,mas visaram especificamente o relógio das vítimas.
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Delegados que já investigaram roubos do tipo apontam que a marca é visada pelos criminosos não por ser a de maior valor agregado no mercado de luxo,mas a mais disponível na cidade. “O cara (que rouba relógio) conhece,por exemplo,Patek Philippe (marca cujos relógios passam de R$100 mil). Entre os de alto padrão,o Rolex é a marca mais popular. E ele tem mais mercado,vende mais”,diz um delegado.
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Ao longo dos últimos três anos,o endereço com o maior número de ocorrências de roubos de Rolex foi a Avenida Brigadeiro Faria Lima,na Zona Oeste da cidade. Chama atenção que,dos seis roubos registrados na via no período,quatro ocorreram no mesmo endereço,na altura do número 2332,a entrada do Shopping Iguatemi,que concentra lojas de grifes de luxo.
Os outros dois casos aconteceram na esquina da Faria Lima com a Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior,onde fica o edifício corporativo B32 e a escultura metálica de uma baleia de 20 metros de comprimento; e em um edifício corporativo na altura do número 3460,vizinho das sedes do banco Itaú e do Google.
Na sequência do ranking vem a Avenida Brasil,com cinco roubos. Dois dos casos aconteceram na altura do número 1121,onde fica uma unidade de exames laboratoriais do Hospital Albert Einstein. O terceiro caso ocorreu no número 1802,onde também funciona uma clínica de exames,e no número 126,já próximo do Parque Ibirapuera,no endereço de uma salão de beleza conhecido por atender famosos. O quinto roubo foi no número 39,próximo ao endereço de uma concessionária de carros de luxo.
Em terceiro lugar na lista vem a Avenida Rebouças,com quatro ocorrências no período. Por ali os casos se concentram entre os números 900 e 2.000 da via,os quarteirões entre o cruzamento da Faria Lima e a Avenida Brasil,e aparecem casos na entrada de edifícios residenciais e na saída de um hotel.
Empatadas com três roubos aparecem:
A Avenida Nove de Julho,com casos entre os números 5.100 e 5.500,entre os cruzamentos da Avenida São Gabriel e da Rua João Cachoeira.A Avenida Presidente Juscelino Kubitschek,com um caso próximo a entrada do Shopping J.K Iguatemi; outro em uma loja de pneus voltada para carros esportivos,no número 1090,e outro caso na saída de uma locadora de carros,no número 251Rua Augusta (lado Jardins,do 2.000 ao 2.200)Rua Bolívia (via residencial no Jardim América,com casos entre os números 28 e o 323)Rua Oscar Freire (nos quarteirões que concentram lojas,entre o 470 e o 769)Avenida das Nações Unidas (Marginal Pinheiros,com casos próximos de Santo Amaro)
As ocorrências se concentram em três distritos policiais:
78ºDP Jardins - 44 roubos 15ºDP Itaim Bibi - 34 roubos 14ºDP Pinheiros - 18 roubos
Apontado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) para responder os questionamentos do GLOBO,o delegado Daniel Borgues,da 1ª Delegacia Seccional (Centro),afirmou que "a repressão aos mercados clandestinos que receptam e comercializam relógios,joias e outros artigos de luxo é parte central da estratégia e objeto de ações de inteligência policial. O objetivo é a asfixia dos receptadores e,desse modo,não havendo quem compre,há a desmotivação do criminoso em roubar ou furtar,uma vez que toda a cadeia criminosa e ilegal é desmontada".
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio,São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista,O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim,um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.
Disponível no site do jornal,com acesso pelo computador,celular ou tablet,a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital,com filtros sobre tipos,marcas e cores dos bens subtraídos.
Para usá-la,busque o endereço da sua casa,do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular,de carro,de moto e de rua — esse último inclui carteiras,colares,alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e,ao ser clicado,mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025,série histórica dos últimos três anos,bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo,marca e cor do bem roubado — para descobrir,quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

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