ENTRETENIMENTO Jun 7, 2026 IDOPRESS

Existe consumo excessivo de suplemento? Compostos não são atalho para envelhecer com saúde, apontam especialistas; entenda

Existe consumo excessivo de suplemento? Compostos não são atalho para envelhecer com saúde,apontam especialistas; entenda — Foto: Reproduçâo: Freepik

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

GERADO EM: 06/06/2026 - 20:29

Uso Excessivo de Suplementos: Riscos e Ineficácia,Alertam Especialistas

Especialistas alertam que o consumo indiscriminado de suplementos pode ser ineficaz e até perigoso. Apesar do aumento no uso de vitaminas e minerais,eles não substituem uma alimentação equilibrada. Idosos,que frequentemente enfrentam deficiências nutricionais,devem usar suplementos apenas quando comprovadamente necessário. O foco deve ser uma dieta variada e saudável,aliada a exercícios e cuidados gerais.

O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

O uso de suplementos alimentares cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Vitaminas,minerais e outros produtos nutricionais costumam ser vendidos como soluções simples para aumentar a energia,reforçar a imunidade,proteger o cérebro ou até prolongar a vida. Para muita gente,tomar suplementos parece um hábito saudável e preventivo.

Existem pessoas alérgicas a exercícios físicos? Entenda o que a ciência dizEmbutidos ultraprocessados,como o presunto,podem ser considerados na cota de proteína diária? Especialista responde

Essa percepção,porém,pode ser enganosa. Para pessoas que já têm uma alimentação adequada,muitos suplementos oferecem pouco ou nenhum benefício mensurável. Alguns representam apenas um gasto desnecessário. Outros não são isentos de risco: doses elevadas de certas vitaminas e minerais podem causar toxicidade,interferir em medicamentos ou produzir efeitos indesejados.

No caso dos idosos,o cenário é mais complexo. A questão mais importante não é simplesmente se suplementos são “bons” ou “ruins”,mas se a pessoa tem alguma deficiência nutricional,o que pode estar causando esse problema e se a suplementação é a forma mais segura de corrigi-lo.

Veja fotos do robô criado na Alemanha para cuidar de idosos

1 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

2 de 12


Médico Guenter Steinebach trabalha com o auxílio de um robô — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

12 fotos

3 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

4 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

5 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

6 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

7 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

8 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

9 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

10 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

11 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

12 de 12


Alemanha cria robôs para cuidar de idosos — Foto: Christof STACHE / AFP

Pular

X de 12


Publicidade

País enfrenta falta de profissionais de saúde

Continuar Lendo

Deficiências nutricionais se tornam mais comuns com o avanço da idade. O apetite pode diminuir,a saúde bucal pode piorar,doenças crônicas se tornam mais frequentes e muitos idosos usam remédios que afetam a forma como nutrientes são absorvidos,utilizados ou eliminados pelo organismo. Problemas como perda de dentes,doenças gengivais e dentaduras mal ajustadas também podem dificultar a mastigação e reduzir a variedade da dieta.

Vida Boa,projeto interativo desvenda mitos e verdades da sua dieta; se inscreva aqui

A velhice ainda costuma ser cercada por mensagens alimentares pouco úteis: comer menos,perder peso,evitar refeições “pesadas” e preferir alimentos macios. Essas orientações,quando generalizadas,podem entrar em conflito com a necessidade contínua do corpo por proteínas,vitaminas e minerais. Com o tempo,pequenas refeições,sopas,torradas e chá podem formar uma dieta que sacia,mas não atende às necessidades nutricionais

Isso não significa que todo idoso precise tomar suplementos. O ponto central é que a suplementação deve ser direcionada,com base em deficiências confirmadas,fatores de risco claros,uso de medicamentos ou evidências de que a alimentação não fornece nutrientes suficientes.

A vitamina B12 é um dos exemplos mais claros. A deficiência se torna mais comum com a idade,em parte porque o estômago pode produzir menos ácido,necessário para liberar a B12 presente nos alimentos.

Para reduzir o consumo de ultraprocessados: Amanda Lee ensina receita de pizza de arroz rapidinha

Níveis baixos da vitamina podem causar anemia,fadiga,problemas nos nervos,dormência ou formigamento e,em alguns casos,alterações de memória ou confusão mental. Medicamentos como metformina e inibidores da bomba de prótons podem aumentar ainda mais esse risco. Doses altas de B12 por via oral costumam funcionar bem,embora algumas pessoas precisem de injeções.

O folato também é importante,especialmente para a formação de glóbulos vermelhos e a produção de DNA. Níveis baixos podem elevar a homocisteína,marcador sanguíneo associado a doenças cardiovasculares e declínio cognitivo,embora isso não prove que suplementos de folato previnam esses problemas.

O uso de folato ou de outras vitaminas do complexo B pode ajudar grupos específicos,como pessoas com baixos níveis de folato ou B12,homocisteína elevada ou comprometimento cognitivo leve. Antes de prescrever folato isoladamente,deve-se considerar a possibilidade de deficiência de B12,já que o folato pode melhorar alguns sinais sanguíneos dessa deficiência enquanto danos neurológicos continuam avançando.

O enigma dos ultraprocessados: saiba como decifrar os rótulos no mercado e fugir de 'pegadinhas'

A vitamina D é outra preocupação frequente. A deficiência é mais provável em idosos com pouca exposição ao sol,mobilidade reduzida,pele mais escura,moradores de instituições de longa permanência ou dietas pobres em alimentos ricos nesse nutriente. A suplementação pode ser adequada quando os níveis estão baixos,a exposição solar é limitada ou há osteoporose,quedas recorrentes ou alto risco de fraturas. Mas mais nem sempre é melhor. Um grande ensaio clínico mostrou que a suplementação com vitamina D não reduziu de forma significativa o risco de fraturas em adultos de meia-idade e idosos geralmente saudáveis que não foram selecionados por deficiência da vitamina.

Cálcio e magnésio são importantes para ossos,músculos e nervos,mas,sempre que possível,devem vir da alimentação. Suplementos podem ser úteis quando a ingestão pela dieta é insuficiente ou quando há osteoporose,mas excessos devem ser evitados. O magnésio,frequentemente promovido como auxílio para o sono,ainda tem evidências limitadas para uso rotineiro no tratamento da insônia.

Multivitamínicos podem ser úteis para idosos que comem muito pouco ou têm baixa variedade alimentar,mas não devem ser tratados como um “seguro nutricional” universal. Em um grande estudo com três coortes nos Estados Unidos,o uso diário de multivitamínicos não foi associado a menor risco de morte. Outras pesquisas investigam se esses produtos podem afetar marcadores de envelhecimento biológico,mas ainda não está claro se isso se traduz em melhor saúde,independência ou maior expectativa de vida.

Um dos “suplementos” mais negligenciados na velhice não é uma vitamina,mas a proteína. Muitos idosos consomem pouca proteína ou evitam alimentos como carne,peixe,ovos,laticínios,feijões e lentilhas. A ingestão baixa pode contribuir para a sarcopenia,perda de massa e força muscular relacionada à idade,aumentando o risco de quedas,fragilidade e perda de autonomia. Grupos de especialistas costumam recomendar cerca de 1,0 a 1,2 grama de proteína por quilo de peso corporal por dia para idosos saudáveis. Quantidades maiores podem ser necessárias durante doenças,fragilidade ou recuperação,exceto quando a pessoa foi orientada a restringir proteína por doença renal ou outra condição.

A suplementação sem supervisão ou em excesso pode ser prejudicial. Doses altas de vitamina D ou vitamina A podem causar toxicidade. Ferro não deve ser tomado sem deficiência confirmada,a menos que haja orientação de um profissional de saúde. Alguns suplementos interagem com medicamentos. Revisões de evidências também apontaram que certos antioxidantes em altas doses,especialmente betacaroteno e vitamina E,podem aumentar o risco de mortalidade em algumas populações.

Uma abordagem sensata começa pela comida,não pelos comprimidos. Isso significa avaliar apetite,mudança de peso,dificuldades para mastigar ou engolir,variedade da dieta,condições médicas,uso de medicamentos e se a pessoa tem apoio suficiente para comprar,preparar e consumir boas refeições. Exames de sangue podem ser necessários,especialmente para vitamina B12,folato,ferro e vitamina D.

As evidências não sustentam a suplementação universal para todos os idosos. Mas o uso direcionado de vitamina D,vitamina B12,folato e,multivitamínicos ou suplementos de proteína pode ajudar quando há deficiência ou baixa ingestão.

Suplementos podem ter um papel no envelhecimento saudável,mas não são um atalho. As bases continuam sendo alimentação equilibrada,exercícios de força,sono adequado,conexão social e acesso a comida de qualidade. O melhor suplemento é aquele que responde a uma necessidade real — não o que faz a promessa mais chamativa no rótulo.

*Miguel G. Borda é consultante de medicina geriátrica do Departamento de Neurologia da Universidade de Navarra e George E. Barreto é professor associado de biologia celular e imunologia no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Limerick.

*Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.

Tópico Moda: Guia Ultimate para as últimas tendências da moda

Bem -vindo ao nosso guia sobre as últimas tendências da moda! Neste mundo de moda em ritmo acelerado e em constante mudança, pode ser um desafio acompanhar os estilos e tendências mais recentes. Mas não tema, porque o abordamos. De desfiles ao estilo de rua, de grampos clássicos a designers emergentes, nosso guia abrangente fornecerá tudo o que você precisa saber para navegar no emocionante mundo da moda. Vamos embarcar nessa jornada de alfaiataria juntos e descobrir como você pode abraçar sem esforço as últimas tendências da moda!