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'Anticoncepcional'? Smartphones podem ser responsáveis por queda da taxa de natalidade, apontam estudos

Smartphones podem ser responsáveis por queda da taxa de natalidade,apontam estudos — Foto: Freepik

RESUMO

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GERADO EM: 09/06/2026 - 02:39

Smartphones podem estar ligados à queda nas taxas de natalidade,apontam estudos

Estudos recentes sugerem que smartphones podem influenciar a queda nas taxas de natalidade. Desde 2007,a fertilidade nos EUA caiu 22%. Pesquisadores associaram a disponibilidade do iPhone a reduções nos nascimentos,especialmente entre jovens. Embora não seja a única causa,o smartphone parece desempenhar um papel significativo nesse fenômeno,alterando interações sociais e práticas sexuais.

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Enquanto governos de todo o mundo lutam para encontrar formas de reverter a drástica queda das taxas de natalidade,novos estudos sugerem que eles deixaram passar um possível culpado importante: o smartphone.

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"O iPhone é um anticoncepcional?",questionava um artigo publicado nesta segunda-feira pelo National Bureau of Economic Research,que analisa a queda de 22% da fertilidade nos Estados Unidos desde 2007. A economista Caitlin Myers,do Middlebury College,e seu aluno Ezekiel Hooper testaram a hipótese de que os smartphones — que surgiram com o primeiro iPhone em 2007 — poderiam ter alguma relação com esse fenômeno.

Até 2011,os iPhones estavam disponíveis em apenas uma operadora de telefonia móvel nos Estados Unidos,a AT&T. Por isso,eles compararam condados americanos que possuíam cobertura da AT&T com aqueles que tinham pouca ou nenhuma cobertura durante esses anos. Eles descobriram que o acesso ao iPhone estava correlacionado com reduções nos nascimentos entre 4,5% e 8,0% entre mulheres de 15 a 19 anos e entre 3,2% e 6,6% entre mulheres de 20 a 24 anos.

Também houve quedas estatisticamente significativas,embora menores,entre mulheres mais velhas. Embora ressaltem que os iPhones não são a "única causa",os pesquisadores afirmam que o smartphone "desempenhou um papel considerável na queda dos nascimentos nos Estados Unidos" após 2007.

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"À medida que os smartphones modernos se difundiram,o tempo passado com amigos presencialmente e a atividade sexual despencaram,ao mesmo tempo em que aumentou o consumo de pornografia,um possível substituto para o sexo entre parceiros",concluíram.

Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares

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Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia,onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Na Kungsvägens skola,que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo,uma cidade a nordeste de Helsinque,os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas",diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia,um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens,bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Vários países já adotaram restrições semelhantes,incluindo Coreia do Sul,Itália,Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos,confirma Annika Railila,professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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O ambiente se tornou "muito diferente",diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Ministro da Educação finlandês,Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP

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Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem

Outra pesquisa,publicada em maio pelos economistas Nathan Hudson e Hernan Moscoso Boedo,da Universidade de Cincinnati,encontrou evidências de tendências semelhantes desde 2007. Eles analisaram dados do Banco Mundial que medem a penetração dos smartphones e as taxas de fertilidade adolescente em 128 países.

Os pesquisadores constataram que a queda das taxas de natalidade se acelerou quando os smartphones passaram a estar amplamente disponíveis,um fenômeno observado em países "com sistemas de saúde,assistência social,ambientes econômicos e contextos culturais fundamentalmente diferentes".

Isso,concluíram,aponta para "um choque tecnológico global comum". Alguns acadêmicos,porém,continuam céticos. Por exemplo,os nascimentos entre adolescentes nos Estados Unidos vêm diminuindo desde o início da década de 1990,muito antes do surgimento dos smartphones.

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