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Em premiere de 'Dark horse' em Las Vegas, Eduardo Bolsonaro fala de 'guerra cultural', Lava-Jato e evita Vorcaro

Eduardo Bolsonaro em evento trumpista em hotel de Las Vegas — Foto: Reprodução

RESUMO

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GERADO EM: 16/06/2026 - 22:52

Eduardo Bolsonaro Fala em "Guerra Cultural" na Estreia de "Dark Horse"

Durante a estreia do filme "Dark Horse" em Las Vegas,Eduardo Bolsonaro falou sobre "guerra cultural" e a Lava Jato,evitando discutir o banqueiro Daniel Vorcaro,envolvido no financiamento da obra. O diretor Cyrus Nowrasteh mencionou que o filme visa eleger Flávio Bolsonaro. Eduardo também comentou sua condenação pelo STF,enquanto o evento atraiu figuras conservadoras e esgotou ingressos.

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Alvo de investigação da Polícia Federal,que apura a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com financiamento da obra,o filme 'Dark hose',sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),teve sua primeira exibição ao público na última segunda-feira em um encontro da direita americana batizado de Fraud Fighter Summit (Cúpula de Combate a Fraude),em Las Vegas. A premiere do filme marcou o final do primeiro dia da convenção e contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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Como mostrou o blog da Bela Megale,o foco do filho do ex-presidente era atrair distribuidores interessados em exibir 'Dark horse' em salas de cinema nos Estados Unidos. Após a exibição,Eduardo e o diretor Cyrus Nowrasteh estiveram entre os participantes de um painel mediado pelo influenciador de direita Juan O'Savin.

Durante o painel,Eduardo Bolsonaro falou sobre a situação de saúde do pai e discorreu sobre o envolvimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava Jato O ex-deputado afirmou que o filme faz parte de uma guerra cultura contra adversário ideológicos.

— O que mais gosto é a guerra cultural. Por exemplo,esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda — disse Eduardo,que fez menção ao filme Exterminador do Futuro 2,de 1991,como exemplo de obra cinematógráfica de impacto duradouro,sugerindo que "Dark horse" poderia ter o mesmo alcance. — É assim que esse tipo de coisa é poderosa. E não está em português,está em inglês,de propósito. Se fizermos algo no Brasil,eles bloqueiam facilmente,mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial.

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Eduardo também respondeu a um questionamento sobre se a produção do filme precisou lidar com alguma "reação política contrária do establishment comunista". O ex-deputado se limitou a mencionar uma ação na Justiça Eleitoral,sem fazer menções às outras controvérsias nas quais "Dark horse" está envolvido,como o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro,do Master,à produção do filme.

— O Partido dos Trabalhadores,que é o partido do atual ocupante da Presidência da República,entrou com uma ação contra nós na Justiça Eleitoral tentando censurar este filme até a eleição — disse Eduardo.

Ao responder a mesma pergunta,Cyrus Nowrasteh afirmou que o filme foi filmado sem conhecimento do "establishment" e acrescentou que os órgãos públicos só souberam da produção ao final das filmagens,quando a equipe gravava as cenas da facada sofrida por Bolsonaro na campanha de 2018. "Todos os nossos documentos estavam legais",disse o cineasta. Em outro trecho ele afirma que o filme pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

— Esperamos que este filme seja visto no Brasil e receba o apoio dos brasileiros. Eles reconhecerão a sua própria história,a sua história recente,e levarão Flávio Bolsonaro ao poder como o próximo presidente do Brasil — disse Cyrus.

Cartaz do Fraud Fighter Summit anuncia exibição de filme sobre Bolsonaro — Foto: Divulgação

'É verdade',diz Eduardo sobre acusação de coação

Nesta terça-feira,a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos de prisão por atuar nos EUA para coagir ministros da Corte através da articulação de sanções. O evento em Las Vegas aconteceu um dia antes da decisão,mas o tema foi abordado pelo ex-deputado,que se referiu aos magistrados como "covardes".

— Disseram que eu estava trabalhando com o governo Trump para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal que está mandando todas essas pessoas para a prisão. Isso é verdade. Não porque eu estivesse tentando absolver meu pai no julgamento,porque eu sempre soube que ele seria condenado. Mas,como eles são covardes,não processam nem denunciam o presidente Trump,o secretário Rubio ou Bessent. Em vez disso,estão me denunciando,tentando me tornar inelegível — disse Eduardo.

'Lutadores',condenada por fraude e ingressos esgotados

O evento,que vai durar até esta quarta-feira,diz ter em sua programação apresentações e discussões sobre "métodos avançados para detecção de manipulação em processos eleitorais". Um dos cartazes do encontro conservador convoca o público a se juntar aos "lutadores" no combate a fraude em títulos,corrupção governamental,fraude eleitoral e golpes na área de saúde. O ingresso para participar do evento,que acontece no hotel Aher,em Las Vegas,custava US$ 350. Segundo a organização da cúpula,todos os 700 assentos esgotaram.

O primeiro dia do Fraud Fighter Summit não contou com transmissão on-line,mas parte do público compartilhou trechos do encontro nas redes sociais. Um deles mostra o discurso feito pela ex-funcionária eleitoral do Colorado Tina Peters,que antecedeu à exibição de "Dark horse". Até o início de junho,a americana encontrava-se presa após ser condenada a nove anos de prisão por participar de um esquema para manipular máquinas de votação no estado. O objetivo de Peters era mostrar que as urnas haviam sido fraudadas para prejudicar Trump no pleito de 2020,perdido para Joe Biden.

No dia primeiro de junho,ela foi solta após o governador do Colorado,o democrata Jared Polis,ser pressionado por Trump a reduzir a pena de Peters.

— Este filme é muito importante. Acompanhei Bolsonaro e o que aconteceu no Brasil. Isso pode acontecer em todos os países do mundo e é claro que eles estão tentando fazer isso com o nosso país. (...) Amo vocês e precisamos respeitar esse pessoal do Brasil — disse Peters,sob aplausos dos presentes.

Segundo consta na página oficial do evento,devem participar do Fraud Fighter Summit ainda o ex-estrategista de Trump e aliado da família Bolsonaro nos EUA,Stephen Bannon,além da atriz Roseanne Barr,apoiadora do presidente americano. Outro convidado do evento é o ex-primeiro-ministro sul-coreano Hwang Kyo-ahn. Em novembro de 2025,ele foi detido pelas autoridades do país por incitar uma insurreição ao apoiar a lei marcial decretada pelo ex-presidente Yoon Suk-yeol em 2024. Ele e o líder do partido Liberdade e Inovação foram aos EUA para "trazer a verdade sobre as eleições de 3 de junho na Coreia do Sul",que alegam serem fraudadas.

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