
Sol e Terra — Foto: Freepik
GERADO EM: 29/06/2026 - 10:13
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Durante décadas,o destino da Terra parecia traçado: quando o Sol chegasse ao fim de sua vida,daqui a cerca de 5 bilhões de anos,a expansão da estrela a transformaria em uma gigante vermelha capaz de engolir os planetas mais próximos. Um novo estudo,porém,sugere que esse desfecho pode não ser inevitável.
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Publicada na revista científica Astronomy & Astrophysics,a pesquisa indica que a Terra pode escapar da expansão máxima do Sol e permanecer em órbita,embora em um ambiente completamente inóspito e sem qualquer possibilidade de abrigar vida.


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Último eclipse solar de 2025 ocorreu no domingo,21 de setembro — Foto: AFP


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Eclipse solar parcial só foi visível na Nova Zelândia,no Pacífico Sul e na Antártida — Foto: AFP
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Apenas cerca de 400.000 pessoas testemunharam um eclipse com mais de 70%. — Foto: AFP

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Maior cobertura de eclipses foi visível apenas na Antártida,onde eclipses de até 86% foram registrados — Foto: AFP
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Durante um eclipse solar total,a Lua cobre completamente o Sol,deixando apenas a coroa — Foto: AFP
Último evento do ano foi visível também no Pacífico Sul e Antártida
Os pesquisadores desenvolveram novos modelos matemáticos para simular a evolução do Sistema Solar e combinaram esses cálculos com observações de uma estrela semelhante ao Sol,mas em um estágio mais avançado de sua evolução. Os resultados apontam que o futuro do planeta dependerá de um equilíbrio entre dois processos que ocorrerão simultaneamente durante a fase final da estrela.
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À medida que envelhece,o Sol deixará de fundir hidrogênio em seu núcleo e começará a se expandir até atingir centenas de vezes seu tamanho atual,tornando-se uma gigante vermelha. Ao mesmo tempo,a estrela perderá uma quantidade significativa de massa,lançando material ao espaço.
Essa perda de massa reduz a força gravitacional do Sol e faz com que as órbitas dos planetas se desloquem gradualmente para mais longe. Segundo os autores,se esse afastamento superar a velocidade com que a estrela cresce,a Terra poderá escapar por uma margem pequena da região alcançada pela expansão solar.
O cenário,no entanto,permanece cercado de incertezas. A principal delas diz respeito à quantidade de massa que o Sol perderá ao longo desse processo e à intensidade das interações gravitacionais — conhecidas como forças de maré — entre a estrela e os planetas. Pequenas diferenças nesses parâmetros podem alterar completamente o destino da Terra.
Enquanto isso,Mercúrio e Vênus parecem não ter chances de sobrevivência. De acordo com os modelos apresentados no estudo,ambos deverão ser engolidos pela estrela durante sua fase de gigante vermelha,independentemente do cenário considerado.
Apesar da possibilidade levantada pelos pesquisadores,escapar da expansão do Sol não significaria preservar as condições atuais do planeta. Astrônomos estimam que o aumento gradual da luminosidade da estrela tornará a Terra inabitável cerca de 1 bilhão de anos antes da fase de gigante vermelha. O aquecimento crescente deverá provocar a evaporação dos oceanos e desencadear um efeito estufa extremo,eliminando qualquer possibilidade de manutenção da vida como ela existe hoje.
Para elaborar as simulações,os cientistas utilizaram observações da estrela L2 Puppis,localizada a aproximadamente 200 anos-luz da Terra e considerada um bom exemplo de como o Sol poderá se comportar em seus estágios finais de evolução. Os dados permitiram refinar os modelos sobre perda de massa estelar e calcular seus efeitos sobre as órbitas planetárias.
Os autores ressaltam,que ainda não é possível afirmar com certeza qual será o destino da Terra. Novas observações de estrelas semelhantes ao Sol,realizadas por missões como a PLATO,da Agência Espacial Europeia,poderão reduzir as incertezas e indicar com maior precisão se o planeta conseguirá,de fato,escapar de ser engolido pela estrela quando ela atingir o fim de sua vida.

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