
Sem serem coibidos,camelôs expõem cangas na areia e biquínis em guarda-sóis na orla de Ipanema — Foto: Guito Moreto
GERADO EM: 06/07/2026 - 18:20
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O prefeito Eduardo Cavaliere anuncia,nesta terça-feira,uma nova estratégia de ordenamento das atividades de comércio ambulante na orla do Rio. O programa estabelece diretrizes para o trabalho integrado dos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e reúne ações permanentes para coibir ocupações irregulares e garantir o cumprimento das regras de uso do espaço público.
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A fiscalização permanente deve começar nesta quinta-feira,cobrindo um trecho que vai de Leme ao Leblon,incluindo Copacabana,Ipanema e Arpoador. Medida é adotada em meio a queixas de desordem,inclusive com caixas de som durante a noite,como mostraram reportagens de O GLOBO.
A operação que será anunciada pela prefeitura prevê o uso de 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública,que vão atuar 24 horas por dia,em duplas e em turnos de 12 horas. A ideia é impedir a instalação de carrinhos e o fornecimento de mercadorias a ambulantes clandestinos.
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Para execução do plano,a prefeitura mapeou 69 pontos de acesso à orla. Cada dupla de fiscais ficará responsável pelo monitoramento do entorno. Só no Leme e em Copacabana,serão 30 pontos de controle,que se estendem,por exemplo,pela Avenida Princesa Isabel,Rua Miguel Lemos e Praça do Lido. Ipanema terá 21 equipes e o Leblon,outras 15; enquanto o Arpoador terá mais três.
O modelo toma como base a premissa de que uma ocupação mais efetiva desestimula o comércio irregular. Ainda assim,cada região segue uma estratégia conforme a realidade local.
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No início do ano,quando o forte calor do verão atraiu multidões para o Arpoador,inclusive de madrugada,a decisão tomada foi fechar a Pedra do Arpoador ao público entre 21h e 4h. Entre 21h e 23h,os agentes atuam para a retirada de banhistas que permanecerem no local.
Em maio,o município também passou a usar drones para monitorar o entorno do Saara e da Rua Uruguaiana. E,na semana passada,anunciou ações para ordenar o entorno da Escadaria Selarón,na Lapa.
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Série de reportagens do GLOBO mostrou a desordem na orla de Copacabana,com circulação de ciclomotores na ciclovia e no passeio,venda ilegal de bebidas,caixas de som de alta potência. O mesmo vem acontecendo com Ipanema,que começa a dar sinais de “copacabanização”.
Cada vez mais camelôs se espalhando pela orla da praia,especialmente no trecho da Avenida Vieira Souto entre o Arpoador e a Rua Garcia D’Ávila,muito frequentado por turistas. No calçadão recém-tombado,a maior concentração de vendedores irregulares é junto à estátua do maestro Tom Jobim,próximo à cancela de entrada do Arpoador,que,aliás,ganhou um respiro no início do ano com a proibição de acesso à Pedra a partir das 21h.
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Carrocinhas de bebidas,que têm como carro-chefe a caipirinha — vendida de R$ 20 a R$ 50,dependendo do tamanho do copo —,proliferam no calçadão de Ipanema. A elas se somam camelôs que oferecem churrasquinho,açaí,milho-verde,coco,cangas,biquínis,camisetas,lembranças do Rio e artesanato. Nas redes sociais,até um barbeiro é visto cortando o cabelo de um banhista entre os postos 7 e 8. Não faltam ainda vendedores de chapéus,a preços entre R$ 70 a R$ 150.

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