
Da comunicação à intimidade,especialistas apontam caminhos para fortalecer a relação — Foto: Reprodução/ Magnific
GERADO EM: 09/07/2026 - 14:15
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Os relacionamentos exigem atenção e cuidado constantes,independentemente de quanto tempo o casal está junto. Quase um século de pesquisas mostrou que manter relacionamentos próximos é um dos principais ingredientes para uma vida feliz. Por isso,os seres humanos estão sempre em busca de dicas para manter sua conexão forte e saudável.
O jornal New York Times fez uma seleção de boas dicas de especialistas para melhorar uma relação mais longeva,coletando informações em artigos publicados neste ano.
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O conceito propõe que as formas de demonstrar amor se dividem em cinco categorias: presentes,atos de serviço,palavras de afirmação (elogios),tempo de qualidade e toque físico.
Mas alguns especialistas afirmam que uma linguagem do amor pode ser qualquer forma que você use para demonstrar carinho.
Por exemplo,Nicole McNichols,professora associada de Psicologia da Universidade de Washington e autora do livro You Could Be Having Better Sex ("Você Poderia Estar Tendo uma Vida Sexual Melhor"),diz que sua linguagem do amor é "brincar e fazer graça".
Pesquisas mostram que a descontração — que pode incluir piadas internas ou apelidos carinhosos — fortalece a intimidade. Quando vocês se divertem juntos de maneira leve,explica McNichols,"você mostra ao seu parceiro um lado seu que talvez seja um pouco bobo e diferente daquele que apresenta ao resto do mundo".
Segundo os especialistas,conhecer tanto as suas formas particulares de demonstrar afeto quanto as do seu parceiro pode fortalecer o vínculo entre vocês.
Quando perguntamos ao parceiro "Como você está?",a resposta costuma ser automática,como um simples "Tudo bem",afirma Leslie John,professora da Harvard Business School e autora do livro Revealing.
Em vez disso,ela recomenda trocar a pergunta por:
"Como você está se sentindo?"
Segundo John,acrescentar essa única palavra pode tornar a conversa muito mais rica.
"Isso dá à pessoa a oportunidade de dizer algo menos automático. Ela vai fazer uma pausa e pensar antes de responder",explica.
John conta que ela e o marido costumam fazer essa pergunta quando chegam em casa depois do trabalho.
"A conversa se abre,porque há muitas maneiras diferentes de responder",diz. "Você pode responder com ironia,de forma mais reservada ou falar sobre algo que está realmente incomodando."
Se você precisa abordar um assunto delicado com seu parceiro,evite pegá-lo de surpresa,aconselha Jefferson Fisher,autor do livro The Next Conversation.
Em vez disso,prepare o terreno com o que Fisher chama de uma "frase de introdução".
Comece dizendo,de maneira neutra,que há algo que tem preocupado você. Por exemplo:
"Queria conversar sobre uma coisa que está me incomodando."
Ou,se preferir adotar um tom mais colaborativo:
"Preciso da sua ajuda para resolver uma coisa que está me preocupando."
Depois,faça uma breve introdução ao tema,para que a outra pessoa não fique "tomada pelo medo,pensando: 'Estou encrencado'",explica Fisher.
Essa introdução deve ser curta e específica,como:
"Precisamos conversar sobre as faturas do cartão de crédito."
Uma maneira eficaz de lidar com a baixa libido ou com diferenças no desejo sexual entre o casal é dedicar algum tempo para pensar nas coisas que diminuem seu interesse por sexo,afirma David F. Khalili,terapeuta de casais e famílias em San Francisco.
Muitas pessoas tentam resolver a queda da libido acrescentando algum elemento novo,como experimentar uma técnica sexual diferente. Em vez disso,Khalili costuma orientar seus pacientes a começar identificando uma ou duas coisas que costumam acabar com o clima — e trabalhar para eliminá-las.
Os fatores que reduzem a libido podem ser profundos e difíceis de resolver,como quando um parceiro se sente constantemente criticado pelo outro. Mas também podem ser algo bastante simples,como aquele pijama velho e surrado de que você tanto gosta,que,embora seja muito confortável,definitivamente não ajuda a criar um clima romântico.
Viajar sozinho pode não parecer algo que beneficie o seu relacionamento. Mas Lisa Marie Bobby,terapeuta licenciada de casais e famílias em Denver,acredita que essa é uma experiência "extremamente saudável e que todos os casais deveriam pelo menos considerar".
Isso porque passar um tempo separados pode trazer de volta um pouco da sensação de novidade para a relação. Além disso,ajuda a fortalecer uma independência saudável entre os parceiros.
"Existe a ideia equivocada de que,em relacionamentos saudáveis,os parceiros fazem absolutamente tudo juntos",afirma Tracy Dalgleish,psicóloga e terapeuta de casais em Ottawa,no Canadá.
Segundo os especialistas,se a ideia de viajar sozinho desperta desconfiança ou parece uma forma de evitar problemas na relação,esses são sinais de questões que merecem atenção e precisam ser discutidas. Mas,para muitos casais,passar alguns dias sozinho na praia ou observando pássaros com os amigos pode ser justamente a renovação de que o relacionamento precisava.
Especialistas em saúde sexual costumam destacar que um dos maiores inimigos da libido é tentar sentir desejo "sob demanda",como se ele pudesse surgir simplesmente porque o momento exige.
Além disso,à medida que envelhecemos e passamos por mudanças e desafios físicos e emocionais,torna-se ainda mais importante ampliar,por assim dizer,o nosso "cardápio sexual" — ou seja,expandir a forma como entendemos e vivenciamos a intimidade.
Na verdade,um dos maiores "superpoderes" das pessoas que continuam desfrutando de uma vida sexual saudável aos 60,70,80 anos ou mais é,simplesmente,a disposição para experimentar coisas novas — e a recusa em definir uma vida sexual satisfatória apenas pela frequência das relações ou mesmo pelo fato de elas terminarem em orgasmo.
Como explica Kate Thomas,diretora de serviços clínicos da Clínica de Sexo e Gênero da Faculdade de Medicina Johns Hopkins:
"Quando você chega aos 80 anos e convive com artrite,por exemplo,a ideia de simplesmente pular um em cima do outro nem sempre é uma possibilidade."
Thomas acrescenta:
"São os casais que conseguem se adaptar a essas mudanças e continuar tornando a intimidade prazerosa e divertida que tendem a manter uma boa vida sexual ao longo do tempo."

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