
Praia de Sandbanks: Poole,Reino Unido — Foto: Reprodução Facebook/ Sandbanks
GERADO EM: 22/07/2026 - 07:46
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A elevação do nível do mar provocada pelas mudanças climáticas poderá redesenhar parte do litoral do Reino Unido ao longo dos próximos séculos e expor milhões de pessoas a inundações costeiras. É o que aponta um estudo publicado nesta terça-feira na revista científica Nature Communications,segundo o qual,mesmo se os compromissos atuais de redução das emissões de gases de efeito estufa forem cumpridos,cerca de 1,7 milhão de pessoas a mais poderão viver em áreas sujeitas a enchentes até 2300.
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Os pesquisadores afirmam que os efeitos mais graves ainda estão distantes,mas ressaltam que as decisões tomadas nas próximas décadas serão determinantes para limitar os impactos. Caso o aquecimento global seja mantido dentro das metas do Acordo de Paris,estimam eles,aproximadamente 1 milhão de pessoas deixariam de ficar expostas ao risco de inundações costeiras até o fim do século XXIII.


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Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro,com a Torre Eiffel ao fundo,durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP


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Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro,durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP
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Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro,durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP

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Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP
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Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP

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Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP
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Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP

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Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP
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Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP

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Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França,em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP
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Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França,em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP

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Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar,em uma área da zona leste de Leeds,na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP
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Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP

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Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia,na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP
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Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP
O estudo também apresenta um cenário de maior impacto,considerado pelos autores um "pior caso razoável". Nele,um colapso acelerado das grandes camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida faria o nível do mar subir até 15 metros até 2300. Nessa hipótese,até 13 milhões de pessoas no Reino Unido poderiam ser afetadas,e áreas hoje densamente povoadas,incluindo partes de Londres,seriam inundadas,exigindo a construção de novas estruturas de proteção e,em alguns casos,a retirada planejada de comunidades costeiras.
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Hoje,cerca de 2,5 milhões de pessoas já vivem em regiões sujeitas a inundações provocadas pelo mar no Reino Unido. Segundo os pesquisadores,o nível médio das águas subiu aproximadamente 20 centímetros no último século e continuará aumentando mesmo que as emissões globais sejam reduzidas rapidamente,devido ao tempo de resposta dos oceanos e das grandes massas de gelo ao aquecimento do planeta.
Os autores estimam que uma elevação adicional entre 40 e 60 centímetros até 2100 já é praticamente inevitável. Com isso,cerca de meio milhão de pessoas passariam a viver em áreas de risco ainda neste século. As regiões de Lincolnshire e do estuário do Humber aparecem entre as mais vulneráveis.
— Oceanos e regiões cobertas por gelo respondem muito lentamente ao aquecimento global,o que faz da elevação do nível do mar o "gigante adormecido" das mudanças climáticas. Isso significa que seus efeitos ficarão conosco por séculos — afirmou Matt Palmer,pesquisador da Universidade de Bristol e principal autor do estudo.
Os cientistas alertam que projeções limitadas ao horizonte de 2100 podem transmitir uma falsa sensação de segurança,já que a aceleração da elevação do nível do mar poderá ocorrer nas décadas seguintes. Por isso,defendem que o planejamento urbano e a ocupação das áreas costeiras passem a considerar cenários de longo prazo,combinando obras de proteção contra enchentes com estratégias de adaptação.

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