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Espanha tenta ampliar combate a incêndios florestais enquanto França teme nova onda de calor

Unidade Militar de Emergências da Espanha e bombeiros combatem incêndio florestal próximo à área residencial de La Atalaya,a 80 km a oeste de Madri — Foto: Cesar Manso/AFP

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GERADO EM: 28/07/2026 - 02:46

Espanha e França enfrentam incêndios florestais e evacuações em massa

A Espanha mobiliza mais de 400 bombeiros para combater incêndios florestais próximos a Madri,enquanto uma nova onda de calor ameaça agravar a situação. Já na França,incêndios devastam a região de Bordeaux,com 42 mil hectares consumidos e 220 mil pessoas evacuadas. As condições climáticas adversas,exacerbadas por mudanças climáticas,aumentam os desafios no controle das chamas em ambos os países.

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Mais de 400 bombeiros espanhóis trabalhavam arduamente nesta terça-feira para ampliar o progresso no combate aos incêndios florestais que assolam os arredores de Madri,enquanto a previsão de retorno do clima mais quente alimentava os temores de um agravamento dos incêndios que também devastam o sul da França.

'Nuvem de fogo': entenda o fenômeno inédito encontrado por bombeiros na França e capaz de gerar novos incêndiosLeia também: Incêndios florestais forçam retirada de turistas do sul da Itália por meio de barcos; fogo avança em França e Espanha

"Após um dia muito complexo,no qual trabalhamos arduamente para aproveitar a janela de oportunidade que tivemos,obtivemos bons resultados",disse Francisco Martín,delegado do governo espanhol na região de Madri,no final desta segunda-feira.

Segundo o oficial,no entanto,ainda há muito trabalho a ser feito,e recursos "extraordinários" foram mobilizados durante a noite e "linhas de segurança" foram estabelecidas,incluindo "400 pessoas" para conter e extinguir o fogo. Martín alertou,após uma reunião da Cecopi,agência espanhola de gestão de emergências,que as condições climáticas,especialmente a previsão de ventos do sul,podem agravar o impacto dos incêndios nas próximas horas.

"Qualquer foco que não tenha sido contido pode complicar ainda mais a situação",alertou,enfatizando a importância do trabalho realizado durante a noite.

Militares da Unidade Militar de Emergências combatem incêndio florestal perto de Navas del Rey,a sudoeste de Madri; Espanha e França tentam conter as chamas antes de nova onda de calor — Foto: UME/AFP

Além dos incêndios em torno de Madri,outro foco de incêndio deflagrou no leste da Espanha,em Castellón. A terça-feira será "absolutamente crucial",afirmou o Ministro do Interior,Fernando Grande-Marlaska,que disse esperar "controlar e conter o incêndio" antes de quarta-feira,para a qual a previsão é "verdadeiramente desfavorável". Uma nova onda de calor é esperada para esse dia,podendo durar até domingo,com temperaturas chegando a 40°C.

Os incêndios se alastraram rapidamente devido à vegetação seca causada pelas sucessivas ondas de calor e pela seca que começou em maio. Na região de Madri e arredores,o fogo se espalhou por dezenas de milhares de hectares e forçou a evacuação de 75 mil pessoas de suas casas ou propriedades de veraneio. Em Cebreros,a cerca de 100 quilômetros de Madri,o céu estava coberto de fumaça branca na segunda-feira,e o ar cheirava a queimado.

Este incêndio,que começou na província de Ávila,mas se espalhou para a região de Madri,é o "maior incêndio florestal da história recente" da Espanha,com quase 50.000 hectares afetados,afirmou o governo no domingo.

"É devastador. Veados mortos,animais desaparecidos. Há animais mortos lá em cima; eu os registrei",disse Karim Benali,um voluntário na região,à AFP em uma estrada perto da cidade de Navaluenga. Por sua vez,o primeiro-ministro Pedro Sánchez atribuiu a emergência às mudanças climáticas. "Não se trata de uma série de incidentes isolados",mas sim "a expressão mais dolorosa de uma emergência climática",afirmou.

Temores na França

Do outro lado dos Pirineus,a França enfrenta um de seus piores incêndios florestais desde o fim da Segunda Guerra Mundial,que assola a região próxima a Bordeaux. Os incêndios já consumiram 42 mil hectares — o dobro da área de Buenos Aires — e forçaram a evacuação de 220 mil pessoas. Com a onda de calor prevista para começar na quarta-feira,crescem os temores de que os incêndios se agravem nas regiões mais afetadas,particularmente em Gironde,no sudoeste do país.

"As próximas semanas serão difíceis e precisamos perseverar",previu o presidente francês,Emmanuel Macron,durante uma visita aos bombeiros. Ele também alertou que um "tipo diferente de floresta" terá que ser "reconstruído" para se adaptar às mudanças climáticas.

Europa enfrenta incêndios em meio à onda de calor

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Bombeiros tentam apagar chamas em floresta em Guadalajara,100km ao Norte de Madri — Foto: HANDOUT / UME / AFP

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Bombeiro tenta apagar chamas em floresta em Guadalajara,100km ao Norte de Madri — Foto: HANDOUT / UME / AFP

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Incêndio consome região da França e atinge outros pontos da Europa — Foto: Romain Perrocheau/AFP

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Bombeiros espanhóis tentam controlar incêndio florestal na região de La Mierla,ao norte de Madri — Foto: Unidad Militar de Emergencias de España/AFP/divulgação

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Na Espanha,um novo incêndio declarado nesta quarta-feira perto da cidade central de Toledo provocou a evacuação de vários municípios da comunidade de Madri — Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

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Bombeiros tentam combater incêndios que atingem a França — Foto: Julien de Rosa/AFP

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Área residencial na França é atingida por incêndios em meio à forte onda de calor na Europa — Foto: Julien de Rosa/AFP

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Aeronave ajuda no combate a incêndios que atingem a França — Foto: Thibaud Moritz/AFP

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Helicópteros são usados na tentativa de tentar controlar incêndio que atinge o sudoeste da França — Foto: Thibaud Moritz/AFP

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Floresta próxima à área residencial no sudoeste da França sofre incêndio em meio à onda de calor na Europa — Foto: Thibaud Moritz/AFP

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Em área queimada pelo fogo na União Europeia,2026 já é segundo pior ano

Em Le Porge,cidade devastada pelo fogo,Manu Gonçalves entrega porções de frango assado de seu food truck "aos bombeiros que ainda estão na linha de frente" por horas "sem sequer descansar",explicou à AFP. Nessa cidade,onde se concentra a maioria das 240 casas destruídas pelos incêndios,também há críticas à resposta da equipe de emergência.

"Sentimo-nos abandonados" em favor das casas de milionários em Cap Ferret,nas proximidades,disse à AFP a vereadora Dorothée Benassy.

Ao longo da estrada que liga sua cidade a Saint-Jean-d'Illac,podem ser vistos dezenas de quilômetros de floresta carbonizada e ainda fumegante,bem como várias casas destruídas onde se encontram fragmentos de um carrinho de mão ou de um escorregador infantil.

As florestas pegam fogo com mais facilidade porque a vegetação e os solos europeus estão muito secos há meses,uma seca agravada pelas mudanças climáticas e pelas recentes ondas de calor excepcionais.

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